Após negativa de Ratinho, forças policiais marcam reunião para definir ações para possível greve

Francielly Azevedo


Entidades ligadas à Polícia Civil do Paraná e à Polícia Militar do Paraná se reúnem, na manhã desta segunda-feira (24), para definir uma pauta de reações as últimas declarações do governador Ratinho Junior. O chefe do Poder Executivo afirmou que o Estado “não tem dinheiro” para dar o reajuste salarial de 4,97% reivindicado pelas categorias.

O governador se baseia na Lei de Responsabilidade Fiscal, que estaria no limite, e que seria herança de governos anteriores. “Podemos até pensar em reajuste, mas seria necessário aumentar impostos. E precisamos perguntar para a sociedade se quer aumento de imposto para dar reajuste para servidor”, disse Ratinho na última semana.

O encontro será na sede da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol-PR). Estarão na reunião representantes das entidades dos Praças e Oficiais da Polícia Militar, dos Agentes Penitenciários, Investigadores, Escrivães, Papiloscopistas e Delegados de Polícia. “A cada declaração infeliz do governado Ratinho as coisas ficam mais difíceis. Todos sabemos que o estado está em plenas condições de ordenar aquilo que é de direito dos servidores. Não vamos recuar”, declarou o presidente da ADEPOL, delegado Daniel Fagundes.

Professores e profissionais da saúde também engrossam o caldo da paralisação prevista para essa terça-feira (25).

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.