Justiça Federal confirma que juíza Gabriela Hardt também teve celular invadido

Redação

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A Justiça Federal confirmou na noite desta quarta-feira (12) que a juíza federal Gabriela Hardt, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, também teve seu celular invadido por hackers, que tiveram acesso ao aplicativo Telegram.

No final do ano passado, Gabriela Hardt assumiu, temporariamente, os processos da Operação Lava Jato no lugar de Sergio Moro, que deixou o cargo para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro (PSL). A juíza proferiu a segunda sentença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na operação, no caso do sítio em Atibaia (SP).

O celular de Hardt teria sido invadido na mesma época em que os aparelhos de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) foram hackeados. O fato foi imediatamente comunicado à Polícia Federal.

Segundo a Justiça Federal, “a juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas e entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme”.

O ministro Sergio Moro também teria sido vítima das invasões. O vazamento de conversas privadas entre membros da Operação Lava Jato – em especial entre Sergio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação -, publicadas neste domingo (9) em vários veículos de comunicação, levou o MPF a emitir uma nota oficial, explicando que os membros da Força Tarefa teriam sido vítimas da ação criminosa de um hacker.

Confira a nota da Justiça Federal na íntegra:

A Juíza Federal Substituta Gabriela Hardt confirma que seu telegram foi invadido na mesma época e aparentemente pela mesma pessoa/grupo que invadiu os aparelhos dos procuradores. O fato foi imediatamente comunicado à Polícia Federal. A juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas e entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme. Da mesma forma, a juíza federal espera que o Poder Judiciário, do qual faz parte, perceba tal gravidade e adote medidas firmes para repelir tais condutas.

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