Gabriela Hardt condena nove réus da 46ª fase da Lava Jato

Redação


A juíza substituta Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou nove réus da 46ª fase da Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

A decisão é da última sexta-feira (30). Entre os condenados está o ex-gerente-geral da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) Glauco Legatti e o ex-diretor da Petroquisa Djalma Rodrigues de Souza. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os crimes ocorreram em contratos firmados pela empreiteira com a Petroquímica Suape e com a Citepe, ligadas à Petroquisa.

Ainda segundo o MPF, as obras em questão foram direcionadas ao grupo Odebrecht. A estatal adotou modelo contratual que beneficiava a empreiteira e restringia a concorrência.

Djalma foi condenado a 12 anos e dois meses por corrupção e lavagem. Glauco deve cumprir sete anos e seis meses pelos mesmos crimes.

Também foram condenados o ex-gerente da Petrobras, Maurício de Oliveira Guedes; o gerente da estatal, Paulo Amaro; os ex-diretores da Odebrecht Rogério Santos de Araújo, César Ramos Rocha e Márcio Faria da Silva, o doleiro Olívio Rodrigues Junior e a representante do banco no exterior, Isabel Mendiburo.

Segundo o MPF, mediante cooperação jurídica internacional, esse agente do banco colaborou para que dois funcionários de alto escalão do grupo Petrobras abrissem contas em que foram movimentados milhões no exterior.

A Odebrecht efetuou o pagamento de vantagens indevidas a quatro funcionários de alto escalão do grupo Petrobras. As propinas foram pagas por meio da entrega de valores em espécie no Brasil e, principalmente, mediante depósitos em contas mantidas no exterior, em nome de empresas offshores.

 

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