Galdino apresenta atestado para justificar segunda ausência em julgamento

Andreza Rossini


O vereador Professor Galdino (PSDB) faltou, pela segunda vez, à Comissão Processante que julga a denúncia da vereadora Carla Pimentel (PSC) que afirmou ter sido agredida por Galdino.

Para justificar a ausência, o vereador apresentou um atestado médico do Centro de Saúde Mental da Santa de Casa de São Paulo, válido por sete dias a contar de 28 de novembro.

A Comissão decidiu, nesta sexta-feira (2), encerrar a fase de instrução do caso. A juntada de documentos já foi concluída, assim como as testemunhas de defesa e acusação ouvidas, faltava somente o depoimento do acusado para finalizar essa etapa.

A comissão tomou a a decisão de encerrar a instrução “considerando que foi oportunizada a defesa pela segunda vez, que os atestados não são conclusivos sobre a impossibilidade dele depor e que ele [Galdino] não sugeriu nova data para a oitiva”, explicou Tico Kuzma (Pros), presidente da comissão, após consultar o relator Mestre Pop (PSC). Entre as reuniões, a Comissão Processante consultou a Clínica Heidelberg e o Setor de Medicina e Saúde Ocupacional da Câmara sobre o estado de saúde de Galdino. A defesa tem cinco dias para apresentar as alegações finais.

A clínica particular disse que só responderia à questão diante de um pedido do próprio paciente, dada a relação de sigilo médico. Já o departamento médico do Legislativo disse que a opinião não poderia ser dada somente a partir de um CID (código tipificador da doença), cabendo neste caso a avaliação por profissionais de saúde. Uma terceira consulta feita pela comissão, à Diretoria de Administração e Recursos Humanos, confirmou que o vereador Galdino recebeu advertência verbal, por decisão do Conselho de Ética, no dia 2 de maio de 2011. Os documentos foram juntados ao processo.

Miriam Carvalho opôs-se à conclusão da instrução e pediu a nulidade da reunião, argumentando que os três membros da Comissão Processante deveriam estar presentes. Felipe Braga Côrtes (PSD) não compareceu, justificando a ausência por escrito à comissão. “Consultamos a Procuradoria Jurídica e entendemos que a presença do presidente e do relator validam a reunião”, respondeu Kuzma.

Na última vez em que Galdino foi chamado para depor, dia 11 de novembro, sua advogada de defesa, Miriam Bispo Cardoso Carvalho, apresentou um atestado médico, emitido pela clínica psiquiátrica Heidelberg, que o afastava das atividades laborais por 14 dias. Para as advogadas de Carla Pimentel, que acusa o vereador, Edna Vasconcelos Zilli, Maria Francisca Aciolli e Milena Zwicker, trata-se de um “ato protelatório”.

Entenda as etapas do processo: 

 

Divulgação/CMC
Divulgação/CMC

 

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