“Garantir a candidatura de mulheres nas próximas eleições é o grande desafio”, diz nova presidente do Instituto de Direito Eleitoral

Redação

A primeira mulher a assumir a presidência do Instituto Paranaense de Direito Eleitoral (Iprade), Ana Carolina Clève, diz que assegurar a candidatura de mulheres, ao menos, nos percentuais mínimos exigidos pela legislação eleitoral (30%), sem flexibilização e, muito menos, utilização de candidaturas laranjas será um dos grandes desafios das eleições municipais de 2020.

A nova presidente do Iprade também destaca a correta aplicação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e o combate às fake news são temas que estarão em pauta.  “Tenho sido bastante enfática neste tema: não há mais espaço para inobservância ou flexibilização, pelos partidos, das regras que reservam cota de candidatura para as mulheres; e isso vale para o percentual mínimo do fundo. O contexto mudou. A Justiça Eleitoral não tolerará qualquer manobra dos partidos para burlar a legislação”, afirmou a advogada.

Eleita na última quarta-feira (15) para o próximo biênio, período que compreende as eleições municipais de 2020, quando o número de candidatos é mais que 15 vezes superior aos das eleições gerais (enquanto 28.216 concorreram 2018, 463.375, disputaram uma vaga de prefeito, vice e vereador em 2016).

Outra missão será regionalizar as ações do Instituto para dar suporte aos advogados de odo o estado, principalmente, a partir do período pré-eleitoral do ano que vem. “Como as eleições municipais (2020) coincidirão com o meu mandato, pretendo implementar diretorias regionais para atender as necessidades da advocacia local com a promoção de cursos e palestra voltados à prática do Direito Eleitoral, em parceria com a OAB, a Escola Judiciária Eleitoral e Instituições de Ensino”, afirmou.


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