Política
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Garotinho tem prisão revogada no RJ

Com Metro Jornal Curitiba e Agência BrasilO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na manhã de ontem pelo alva..

Julie Gelenski - 25 de novembro de 2016, 09:40

Com Metro Jornal Curitiba e Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na manhã de ontem pelo alvará de soltura do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, que está em prisão domiciliar, no Flamengo, na zona sul. Para ser solto, ele deverá pagar uma fiança de R$ 88 mil.

O político, no entanto, não pode retornar a Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, nem manter contato com as 36 testemunhas do caso.

O ex-governador foi preso na semana passada, suspeito de usar o programa social Cheque Cidadão em troca de votos nas eleições deste ano em Campos. Ontem, Garotinho se pronunciou sobre a decisão do TSE em seu blog: “Sempre confiei que a Justiça corrigiria o abuso de autoridade e a violência cometida neste caso contra mim. Não sou acusado de corrupção, enriquecimento ilícito ou qualquer desvio de verba pública, tão somente, de uma possível irregularidade eleitoral. E me privar da liberdade por isso é uma verdadeira afronta ao Estado Democrático de Direito.”

Os advogados de Garotinho vão recorrer

Os advogados do ex-governador vão recorrer nos próximos dias das medidas cautelares alternativas. “Diante da decisão do TSE, confirmando a prisão ilegal, o abuso e desumanidade da retirada dele de um hospital, as pessoas que cometeram esses atos, que expuseram a imagens do ex-governador vão responder criminalmente e administrativamente”, afirmou o advogado Fernando Fernandes.

Comissão da Câmara vai apurar possíveis irregularidades em prisão de Garotinho

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados informou ontem (25) que vai apurar possíveis arbitrariedades na prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, em especial no processo de transferência dele do Hospital Municipal Souza Aguiar para a Penitenciária de Bangu, no último dia 17.

O colegiado atendeu a um pedido da filha de Garotinho, a deputada federal Clarissa Garotinho (sem partido-RJ), que recorreu à comissão para denunciar o caso e pedir providências contra o que ela chamou de violação de direitos humanos e “arbitrariedades cometidas por ordem judicial e ação policial” contra seu pai.

O ex-governador foi preso pela Polícia Federal no dia 16, por decisão da Justiça Eleitoral de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. Garotinho é suspeito de usar um programa assistencial do município para a compra de votos.