General Heleno rebate crítica a Bolsonaro e chama Flávio Dino de ‘comunista alienado’

Redação

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O general Augusto Heleno, ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), usou o Twitter na manhã deste domingo (5) para criticar Flávio Dino (PCdoB). Na visão do ministro, o governador do Maranhão se encaixa no perfil de “comunista alienado, sonso, insensível e insensato”.

“Flávio Dino, Gov (?) do Maranhão, creditou ao Presidente Bolsonaro os 300 óbitos do Covid 21 (sic). Sempre acreditei, pelo passado histórico, que comunistas são seres alienados, sonsos, insensíveis e insensatos. Atitudes como essa confirmam esse perfil”, publicou o general Heleno.

Aos 72 anos, general Heleno é um dos integrantes do governo federal que contraiu o coronavírus. Ele foi diagnosticado com a doença no dia 18 de março, mas se recuperou e publicou, no último dia 31, o teste negativo para Covid-19.

Contudo, ele se viu em uma nova polêmica: diversas pessoas pegaram o CPF e o RG do ministro, que constam em seu exame, e o cadastraram em diversos serviços. Na internet, foram diversos relatos na internet de atos com os dados de Heleno. Filiaram o ministro ao PT (Partido dos Trabalhadores), além de existirem registros de associação em clube de futebol e inscrição em cursos universitários. Entretanto, o gabinete de segurança afirmou que se aproveitou dos dados do ministro poderá ser processado.

DINO FAZ PARTE DO GRUPO MAIS CRÍTICO A BOLSONARO

A resposta do general Heleno foi feita após um tweet de Dino, há dois dias, que acusou Bolsonaro de vaidoso e agressivo. Na visão do governador, o presidente despreza a vida dos brasileiros em meio à crise do coronavírus.

Essa foi apenas umas das várias críticas de Dino a Bolsonaro. O governador do Maranhão assinou a carta dos nove governadores do Nordeste, na qual acusam o presidente de promover “atentado à vida”.

Outro documento assinado por Dino foi o manifesto que pede para Bolsonaro renunciar seu cargo. Diversos líderes políticos também assinaram o pedido, como os candidatos presidenciáveis em 2018 Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Ciro Boulos (PSOL) e Manela Dávila (PCdoB), além de Tarso Genro e Roberto Requião, ex-governadores do Rio Grande do Sul e Paraná, respectivamente.

O Maranhão registra 88 casos confirmados e uma morte por coronavírus, conforme a última atualização do Ministério da Saúde.

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