Gilmar Mendes determina soltura de Pepe Richa, irmão de Beto, e de outros investigados da Integração II

Andreza Rossini

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a liminar e determinou a soltura de Pepe Richa, irmão do ex-governador Beto Richa, e dos outros presos da Operação Integração II, nesta sexta-feira (5).

Pepe é ex-secretário estadual de Infraestrutura e Logística do Paraná. Ele e os outros sete investigados na Operação estão detidos no Complexo Médico Penal e Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para onde foram transferidos hoje.

Além dele, vão ser liberados dois empresários e diretores de concessionárias.

Operação Integração

A 55ª fase da Operação Lava Jato – Operação Integração II – foi deflagrada em 26 de setembro, no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. A ação apura casos de corrupção ligados aos procedimentos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração. Foram cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, 3 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de prisão temporária.

Foram identificados os núcleos político, técnico, empresarial e de operadores financeiros. O esquema teria movimentado  R$ 35 milhões em propinas, entre os anos de 1999 e 2015, sem a atualização monetária.

Um dos alvos da operação é o empresário Luiz Abi Antoun, primo de Beto Richa. Ele foi um dos presos da Operação Rádio Patrulha, no dia 11 de setembro e solto três dias depois após uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Também estão na lista o diretor da Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias, João Chiminazzo Neto, e o ex-secretário de Infraestrutura do Paraná e irmão de Beto Richa, Pepe Richa.

Os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, dentre outros.

A partir da deflagração da primeira fase da Operação Integração, com o avanço das investigação, a análise de todas as provas reunidas, os dados reunidos e acordos de colaboração premiada firmados por alguns investigados foi possível identificar a existências de núcleos específicos e organizados que atuavam de forma criminosa para explorar e obter benefícios indevidos a partir dos contratos de concessão de rodovias federais no Paraná.

 

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