Gilmar Mendes manda soltar último preso na Operação Integração II

Redação


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou a soltura do empresário Luiz Fernando Wolff de Carvalho, presidente do Conselho de Administração da Triunfo Participações e Investimentos. Preso preventivamente desde 0 dia 26 de setembro, ele era o último investigado na Operação Integração II que ainda estava detido. As informações são do portal G1 Paraná.

Wolff é apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como articulador e negociador de propinas pagas por concessionárias do Paraná. Outras 18 pessoas que foram alvo de mandados de prisão já se encontram em liberdade, a maioria por determinação de Gilmar.

Operação Integração

A 55ª fase da Operação Lava Jato – Operação Integração II – foi deflagrada em 26 de setembro, no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. A ação apura casos de corrupção ligados aos procedimentos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração. Foram cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, 3 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de prisão temporária.

Foram identificados os núcleos político, técnico, empresarial e de operadores financeiros. O esquema teria movimentado  R$ 35 milhões em propinas, entre os anos de 1999 e 2015, sem a atualização monetária.

Um dos alvos da operação é o empresário Luiz Abi Antoun, primo de Beto Richa. Ele foi um dos presos da Operação Rádio Patrulha, no dia 11 de setembro e solto três dias depois após uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Também estão na lista o diretor da Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias, João Chiminazzo Neto, e o ex-secretário de Infraestrutura do Paraná e irmão de Beto Richa, Pepe Richa.

Os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, dentre outros.

A partir da deflagração da primeira fase da Operação Integração, com o avanço das investigação, a análise de todas as provas reunidas, os dados reunidos e acordos de colaboração premiada firmados por alguns investigados foi possível identificar a existências de núcleos específicos e organizados que atuavam de forma criminosa para explorar e obter benefícios indevidos a partir dos contratos de concessão de rodovias federais no Paraná.

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