Oposição quer impeachment de Temer e Gleisi propõe renúncia

Fernando Garcel


Durante a sessão não deliberativa desta sexta-feira (25), presidida pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), a oposição do Senado anunciou que vai protocolar um pedido de impeachment do presidente Michel Temer na próxima segunda-feira, (28), na Câmara Federal.

Gleisi aproveitou para repercutir o caso envolvendo o suposto tráfico de influência de Temer e de seu então ministro Geddel Vieira Lima em um empreendimento imobiliário na Bahia. No plenário, a senadora propôs que Temer renuncie do cargo e convoque eleições diretas.

> Geddel pede demissão após crise política; Leia a carta

De acordo com Gleisi, a denúncia do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero é um caso grave por se tratar de tráfico de influência e advocacia administrativa. Para ela, o Planalto e a Casa Civil não poderiam intervir em interesses privados. “É uma situação muito grave. O que o presidente estava fazendo era tráfico de influência, advocacia administrativa a favor de interesse privado. Disse seu porta-voz que aquilo era mediação de conflito entre ministérios, o que se dá na discussão de políticas públicas, mas não pode se dar em relação a interesses particulares”, declarou.

Oposicionistas querem que Temer responda por crime de responsabilidade e crime comum

A paranaense também discursou sobre o pedido de impeachment de Temer protocolado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Porém, para evitar o desgaste da sociedade com um novo processo de afastamento, a petista declarou que o presidente deveria compensar sua “pequenez” pedindo a renúncia de seu mandado. “Ontem eu fui deitar e pensei: ‘bem feito que isso aconteceu’. A justiça veio à cavalo”, declarou. “O problema disso tudo é o sofrimento que vai causar ao povo brasileiro. Essa crise ólítica não para. Nós estamos com serviços precários por conta de cortes orçamentários…”, concluiu.

[insertmedia id=”GIZ2RlevO4Y”]

PEC do Teto dos Gastos

Para Gleisi Hoffmann, a denúncia feita por Calero agravou a crise política e tornou inviável a votação da PEC do Teto de Gastos, prevista para a próxima terça-feira (29). Além de considerar que o governo federal não estaria em condição de pedir a votação da matéria, a senadora reafirmou sua convicção de que a proposta retira direitos e garantias constitucionais.

Previous ArticleNext Article