Gleisi, Paulo Bernardo e assessores teriam recebido R$ 7mi em propina, diz PF

Jordana Martinez

A presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), teria recebido dinheiro desviado de contratos do Ministério do Planejamento que, na época, era comandado pelo seu marido, o ministro Paulo Bernardo. A conclusão é da Polícia Federal e as informações constam no relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, apesar de estar em segredo de justiça, vazou para a imprensa nesta quinta-feira (17).

Segundo o relatório, teriam sido  encontradas evidências de que Gleisi recebeu R$ 885 mil de um esquema de corrupção investigado pela operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato. O delegado Ricardo Hiroshi Ishida elenca cinco repasses; quatro relacionados a empresa Consist e um vinculado à empresa Tam Linhas aéreas no valor de R$ 300 mil.

De acordo com a denúncia, no total, a senadora, Paulo Bernardo e assessores teriam recebido R$ 7 milhões do Fundo Consist durante cinco anos, resultado de práticas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e crime eleitoral. Para isso teria sido montado um esquema para fraudar o sistema de empréstimos consignados do Ministério do Planejamento, que administra os pagamentos do funcionalismo público federal.

“Existem indicativos de que Gleisi Helena Hoffmann de alguma forma colaborou para ocultar ou a dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores oriundos do esquema criminoso Consist, pois foram identificados diversos registros de pagamentos feitos em benefício da senadora Gleisi Helena Hoffmann ou pessoas relacionadas a ela e/ou ao marido Paulo Bernardo entre os anos de 2010 e 2015”, conclui o relatório da PF.


O outro lado

Em nota, a senadora Gleisi Hoffmann negou as acusações e questionou o vazamento do documento.

Veja a nota na íntegra:

“Nunca tive contas pagas por terceiros nem recebi dinheiro ilegal para mim ou para campanhas eleitorais.
A investigação a que se refere a revista se arrasta há dois anos e meio e não concluiu nada, a julgar pelas insinuações que fazem, ao invés de sustentar acusações concretas.
Não há qualquer fato ou prova que possa levar a isso.
Lamento que esteja sendo mais uma vez vítima de calúnias e de perseguição político-judicial-midiática.
Só posso entender essa sanha de inquéritos em razão de minhas posições políticas e por estar ocupando a presidência do PT, partido que a Operação Lava Jato e a mídia golpista tratam como inimigo a ser abatido.

Gleisi Hoffmann”

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Jordana Martinez
Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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