Coronavac: Governo de São Paulo aguarda aval da Anvisa e planeja vacinar ainda hoje

Redação

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O governo de São Paulo fará a primeira vacinação ainda neste domingo (17) caso a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprove o uso da Coronavac, vacina contra covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O governador João Doria assiste a reunião da Anvisa que delibera o uso emergencial da Coronavac e também da vacina de Oxford/AstraZeneca, a pedido da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Com a eventual aprovação, Doria vai se deslocar ao Hospital de Clínicas da da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e estará presente na primeira vacinação. Conforme o pedido, os profissionais de saúde, idosos e indígenas serão os primeiros a receber as doses do imunizante.

CORONAVAC

A CoronaVac foi desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A apresentação dos resultados já foi feita: a eficácia global é de 50,4%. Ou seja, metade das pessoas que tomam a vacina se tornam imunes ao coronavírus e não pegam a doença. Além disso, a outra parcela, que contraiu o vírus mesmo tomando a vacina, não desenvolve casos graves. Ou seja, não são necessárias internações em UTIs e não há qualquer chance de morte por causa da covid-19.

Além disso, a vacina contra a covid-19 é um dos trunfos do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), na eventual disputa das eleições de 2022 contra o atual presidente Jair Bolsonaro.

REUNIÃO DA ANVISA

A Anvisa já está em reunião sobre a definição do uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19. A reunião avalia os pedidos feitos pelo Instituto Butantan e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) é transmitida ao vivo. Assista!

A reunião vai ser iniciada com a abertura da relatora dos dois pedidos de uso emergencial das vacinas, a diretora da Anvisa Meurize Freitas. Depois disso, os especialistas farão uma apresentação das análises técnicas de cada uma das vacinas. Serão três áreas técnicas:

  • medicamentos, que avalia os estudos clínicos e de eficácia e segurança;  
  • certificação de Boas Práticas de Fabricação, que verifica se os locais de fabricação da vacina têm condições adequadas; 
  • monitoramento de eventos adversos, que monitora e investiga depois da vacinação se as pessoas tiveram alguma reação

Depois dessas apresentações, a relatora dá o primeiro voto. Depois disso, os demais diretores votam um a um, concordando ou discordando do voto inicial. No fim, o resultado é anunciado pelo diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres. Já como são cinco diretores da Anvisa, a votação terminará com resultado que libera ou proíbe o uso das vacinas na população brasileira.

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