Governo do Paraná pretende substituir parte da frota por apps de transporte

Roger Pereira

Antes um problema, agora, os aplicativos de transporte de passageiros podem virar uma solução para o poder público. Depois de anos de debate sobre sua regulamentação e tributação, com situações em que seu uso chegou, até, a ser proibido em algumas cidades, como Curitiba, os aplicativos como Uber podem se transformar numa alternativa para as administrações cortarem custos. Depois da prefeitura e do governo de São Paulo adotarem tal prática, o governo do Paraná estuda substituir parte da frota oficial pela utilização de aplicativos de transporte

A Secretaria de Administração e Previdência do Estado está preparando edital para a contratação de serviço para o transporte de servidores em funções administrativas do Estado. A alternativa foi apresentada pelo secretário da pasta, Fernando Ghignone após determinação da governadora para que todas as secretarias buscassem soluções para reduzir os gastos públicos. “Nossa determinação é melhorar o serviço prestado pelo governo sem onerar os cofres públicos, por isso é importante que cada secretaria faça a sua parte e busque medidas para conter as despesas”, afirmou Cida Borghetti.

A substituição pode restringir o uso, em um primeiro momento, de cerca de 1,3 mil carros da frota do Estado. Os veículos estão lotados em diversos órgãos públicos para realização de serviços administrativos em Curitiba e municípios do entorno e podem dar lugar às plataformas de transporte já regularizadas na região.

O modelo é inspirado no que foi implantado no ano passado pela Prefeitura e pelo Governo de São Paulo. A medida será exclusiva para a frota a administrativa, sem impactar nas viaturas das polícias e Corpo de Bombeiros ou no serviço das ambulâncias.


O governo também prevê criar uma central única de frota para administrar os carros oficiais utilizados por secretários e dirigentes de estatais, que vai disponibilizar os veículos a partir da demanda. “São soluções para otimizar os recursos do Estado. O dinheiro que sobrar pode ser aplicado em outras áreas importantes, como na saúde e educação”, afirmou Ghignone.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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