Governo do Paraná cria comissão para solucionar pagamentos atrasados dos servidores

Vinicius Cordeiro


O vice-governador Darci Piana revelou nesta segunda-feira (29) que será montada uma comissão permanente para resolver os pagamentos do reajuste dos salários congelados dos servidores do Paraná.

Cinco representadores dos colaboradores do estado vão trabalhar ao lado de dois deputados, que ainda serão apresentados por Hussein Bakri, líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), e as secretarias da Fazenda e Administração durante o mês de maio.

Cerca de 30 representantes dos servidores participaram de uma reunião com o governo do Paraná. O governador Ratinho Júnior esteve ausente do encontro por estar cumprindo agenda em Brasília.

“Hoje foi um momento histórico. Todos os representantes dos servidores, com seus sindicatos que representam suas diversas categorias, estavam sentados conosco abrindo o diálogo novamente. O estado tem dificuldades para cumprir com os compromissos que estão atrasados, em 2017 e 2018, e mais a data-base de agora. Sabemos a responsabilidade que temos e dos atrasados, não sabíamos de quanto era o atraso. Agora já temos isso na mão e vamos apresentar isso para encontrar uma solução que seja bom para o estado e para os colaboradores”, declarou Piana.

O vice-governador ainda revelou que a possível data para um próximo encontro seja nesta terça-feira (30). Ele ressaltou que existe um respeito com os servidores e lembrou que a votação da reforma da Previdência pode ser fundamental para o crescimento da economia e ajudará a resolver os pagamentos atrasados.

“São volumes financeiros extraordinariamente grandes que precisamos ter cuidado. Estamos com apenas 110 dias de governo e precisamos ter consciência da nossa responsabilidade e não quebrar o estado. Todo mundo sabe que temos 13 ou 14 estados com dificuldade, não pagando o salário, e nem férias e 13.o . Não vai acontecer isso aqui no Paraná”, assegurou.

ATO

Segundo a Polícia Militar (PM), mais de 7 mil pessoas participaram da manifestação dos servidores pelo centro da cidade. A concentração foi na Praça Santos Andrade, mas houve uma caminhada até a Praça Nossa Senhora do Salete, no Centro Cívico, em frente aos prédios da Alep e do Palácio Iguaçu. A segurança foi reforçada nos locais e desvios no trânsito tiveram que ser feitos.

A estimativa é que 80% dos professores estaduais aderiram à paralisação. Com isso, as escolas estaduais não tiveram aula.

Por decisão da justiça os agentes penitenciários, que haviam confirmado participação no ato, foram impedidos de aderir à paralisação. Eles irão manter apenas os serviços essenciais dentro das unidades penais, mas os servidores que estão de folga devem comparecer, segundo o sindicato da categoria. Clique aqui e saiba mais.

Mobilização dos agentes penintenciários do Paraná nas unidades prisionais. Foto: Divulgação Sindarspen.

A paralisação também lembra os quatro anos do 29 de abril, data em que mais de 200 pessoas ficaram feridas em um confronto com a PM em frente à Alep.

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