Ex-secretários do governo do Paraná depõem na CPI da JMK

Estelita Hass Carazzai - BandNews FM Curitiba e Redação

cpi paraná

Dois ex-funcionários do governo do Paraná prestaram depoimento nesta terça-feira (9) à CPI da JMK, que investiga a empresa responsável pela manutenção da frota de veículos do estado.

A primeira é a ex-secretária de Administração Marcia Carla Pereira Ribeiro, que ocupou o cargo por oito meses entre 2016 e 2017. O outro foi Lucas Augusto Ribeiro Caetano, que foi diretor do Departamento de Gestão do Transporte Oficial (Deto).

Já nesta quarta-feira (10), os deputados devem ouvir o ex-secretário de Administração Fernando Ghignone, que comandou o setor entre 2017 e 2018.

A pasta da administração foi a responsável por idealizar e assinar o contrato com a JMK em 2015. A empresa fazia a gestão e manutenção de 17 mil veículos do governo estadual até o início do ano. Em maio, ela foi alvo de uma operação policial, e é suspeita de ter desviado cerca de R$ 125 milhões dos cofres públicos. O contrato foi suspenso pela atual gestão e um serviço emergencial foi contratado depois da operação. A JMK nega irregularidades e diz que o sistema de gestão das oficinas deu transparência e economia ao governo.

Os ex-funcionários também defenderam a lisura do contrato. A ex-secretária Marcia Carla disse que ouvia reclamações sobre a demora na entrega dos carros reparados e sobre atrasos no pagamento pelo governo estadual, mas que nunca recebeu denúncias de desvios. Na semana passada, Dinorah Nogara e Reinhold Stephanes, que também é o atual secretário de Administração, disseram que o contrato foi idealizado por uma equipe técnica, e que solucionava uma situação de descontrole da frota estadual.

Além disso, Nogara afirmou que o contrato com a JMK reduziu o custo médio de manutenção dos carros, e disse que a responsabilidade de fiscalizar as oficinas era compartilhada com os usuários dos veículos. Já Stephanes falou que implementou melhorias no contrato, para garantir o pagamento das oficinas pela JMK, e que nunca soube de desvios ou irregularidades graves na época.

Na audiência desta manhã, os parlamentares também aprovaram alguns requerimentos, como o que pediu a quebra do sigilo de 20 oficinas que faziam a manutenção dos veículos oficiais. Eles também derrubaram um pedido para que o ex-secretário Valdir Rossoni, que chefiou a Casa Civil, comparecesse à CPI.

Previous ArticleNext Article