Governo do Paraná e prefeitura de Curitiba têm R$ 300 mi para a compra de vacinas

Vinicius Cordeiro

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Juntos, a prefeitura de Curitiba e o governo do Paraná têm R$ 300 milhões reservados para a compra de vacinas contra a covid-19.

A administração estadual possui R$ 200 milhões à disposição desde agosto de 2020. Metade do valor foi adquirido por um repasse da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) e a outra metade é do caixa da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde).

Ontem (14), o governador Ratinho Junior disse que o Paraná está pronto para iniciar a vacinação. “Nós temos a capacidade de aplicar a primeira dose em toda a população do Paraná no mesmo dia. Foi tudo pensado e planejado para que o paranaense possa ser assistido de maneira rápida e perto da sua casa”, afirmou.

O Estado já conta com 11 milhões de agulhas e seringas, mas a Sesa ainda finaliza a aquisição de mais 16 milhões de unidades. Ou seja, serão cerca de 27 milhões de unidades ao fim do mês, suficiente para a aplicação em toda a população.

Serão 1.850 pontos de vacinação, abastecidos com uma frota de aviões, helicópteros e quatro caminhões refrigerados e monitorados por satélite. Além disso, também serão usados nove caminhões para transportar luvas, máscaras, agulhas e seringas.

Como ainda não há um preço oficializado para cada vacina no Brasil, não dá para saber exatamente quantas doses poderiam ser compradas. Mas supondo que a Coronavac custasse R$ 50 (as duas doses), seria o suficiente para comprar seis milhões de vacinas. Isso é cerca de metade da população do Paraná. Ou seja, o Estado e a capital tiveram planejamento além da espera pelos imunizantes distribuídos pelo governo nacional.

CURITIBA PEDE AUTORIZAÇÃO PARA IMPORTAR VACINAS CONTRA A COVID-19

Curitiba, por sua vez, têm um fundo com R$ 100 milhões que planeja usar para adquirir imunizantes aos funcionários da prefeitura. O prefeito Rafael Greca (DEM) solicitou ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, autorização para importar vacinas.

“Se nos permitirem, temos R$ 100 milhões para comprar imediatamente vacinas e tornar toda a prefeitura imune, todos os funcionários que trabalham com o povo. Vamos nos empenhar para tornar a cidade imune o mais rápido possível”, afirmou Greca. A intenção é aplicar as doses em professores e diversos prestadores de serviços, como motoristas e cobradores.

Tanto a prefeitura de Curitiba quanto o governo do Paraná vão seguir o PNI (Plano Nacional de Imunização) e dar prioridade aos profissionais de saúde, idosos e indígenas.

A expectativa é que a vacinação comece no dia 21 de janeiro, ou seja, na quinta-feira da semana que vem. A data sofreu atraso devido alteração no voo que buscará dois milhões de doses na Índia. Além disso, as vacinas precisam da aprovação da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária). Uma reunião dos diretores, prevista para esse domingo (17), vai determinar a liberação do uso emergencial da Coronavac e da vacina da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

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