Governo Ratinho Junior começa a experimentar o gosto amargo das pressões com ameaça de greve

Redação


A semana deverá começar agitada nos gabinetes e corredores do Palácio Iguaçu com reflexos na periférica Assembleia Legislativa. Duas ameaças exigirão esforços pessoais do próprio governador Ratinho Junior: greve dos professores – servidores públicos – marcada para o dia 25 e pressão de lideranças de associações da Polícia Militar, que reivindicam reajuste de 4,9% para seus quadros, alegando defasagem de quatro anos.

O presidente da Associação da Vila Militar, coronel Washington Alves da Rosa e o presidente da APP Sindicato, Hermes Leão, estão à frente dos atos reivindicatórios de reajuste salarial.  Diante da recusa do Governo do Estado de que não haverá pagamento da data-base, os militares se reúnem nesta segunda-feira, às 14 horas, no Clube dos Oficiais da Polícia Militar, para decidirem quais as ações serão desencadeadas em defesa de seus direitos, informa o coronel Washington Rosa.

Também diante da negativa do Estado, em reunião no sábado, na APP Sindicato, os servidores públicos do executivo estadual alegaram  que estão com os salários congelados desde 2016 e acumulam perdas inflacionárias de 17% no período. Eles exigem a reposição da inflação dos últimos doze meses, de 4,94%. “Estamos há quatro anos lutando pelos nossos direitos e o Governo nos desrespeita. Se não houver o repasse,  vamos paralisar as atividades em uma greve unificada”, ameaça Leão.

Washington Rosa lembra que “há cerca de um ano e às vésperas do período eleitoral de 2018, quando se discutia a data-base, o Judiciário, o Legislativo, o Tribunal de Contas, o Ministério Público e a Defensoria Pública protocolaram pedidos de reajuste de 2,76 % e o então deputado, Ratinho Junior, votou favoravelmente a todas as solicitações que acabaram sendo aprovadas pelo plenário da Assembleia Legislativa. O deputado ainda liderou, junto com sua bancada, o processo para aumentar o reajuste proposto pelo Executivo de 1% para 2,76%”.

Segundo o presidente da Associação Vila Militar, “o mesmo Governador que se recusa a pagar os direitos do funcionalismo, é o mesmo que não se constrange ao autorizar o reajuste do preço da água, luz, salário-mínimo regional,  taxas do Detran, entre outros tributos, e muitas vezes bem acima da inflação, sendo que o próprio funcionalismo que é afrontado pela não concessão da data-base, se não pagar esses aumentos deliberados pelo Governo, sofre as consequências”.

O Governo do Estado, em resposta às reivindicações dos servidores públicos (incluso no contexto os policiais militares) continua alegando falta de recursos e que  o Estado está no limite dos gastos com pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O Governo informa que continua disposto a manter o diálogo na tentativa de resolver a questão.

 

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