Governo recua e não envia projeto que revoga reajuste do funcionalismo público

Redação


Com informações de Andressa Tavares, da CBN Curitiba

O Governo do Paraná recuou e decidiu não enviar à Assembleia Legislativa (Alep), pelo menos neste momento, o projeto que revoga o reajuste salarial dos servidores. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) também não será votada agora e, assim, as férias de julho dos deputados foram canceladas.

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A expectativa era de que o projeto que revoga o reajuste salarial dos servidores chegasse na Alep nesta terça-feira, (5) mas o Governo do Paraná voltou atrás e decidiu adiar a discussão. O líder do executivo, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), diz que o Palácio Iguaçu achou prudente aguardar a votação de duas propostas no Congresso Nacional que tratam da dívida dos estados com a União e do limite de gastos públicos pra depois voltar a falar da revogação da data base do funcionalismo.

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Para o líder da oposição na Assembleia Legislativa, Requião Filho (PMDB) o governo quer apenas ganhar tempo. “O governo estadual busca ganhar tempo e busca enfraquecer o movimento do funcionarismo público. Essa lei revogando a data-base, com certeza, será apresentada aqui [na Alep]. O governador disse em entrevista que não tem ‘maquininha de fazer dinheiro’, então acho que ele não vai mudar de ideia tão fácil. Ele tem a maioria aqui na Assembleia, então acho que ele está aguardando o momento certo para mandar”, afirma o deputado.

A votação da LDO também foi adiada. O texto seria discutido até a semana que vem e estava na pauta da Comissão de Orçamento desta quarta-feira (6). Um dos pontos polêmicos, sugestão do governo do Paraná, é a exclusão do Fundo de Participação dos Estados da fórmula de cálculo de repasses aos outros poderes. Cerca de R$ 450 milhões de reais ficariam nos cofres do executivo.

Sem votação da LDO, as férias de julho dos parlamentares foram canceladas, confirmou o presidente da Assembleia, o tucano Ademar Traiano. “Claro que tem deputados que já haviam assumido compromissos e não posso impedi-los de cumprirem agendas. Agora, teremos sessões normais e se tiver quorum vamos deliberar normalmente”, disse o tucano. De acordo com o presidente da Casa, isso não acontece na Alep há, pelo menos, 27 anos.

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