Greca envia carta a Bolsonaro pedindo mais doses da vacina contra a Covid-19

Lucian Pichetti - CBN Curitiba

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O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro pedindo detalhes do plano de imunização contra a Covid-19, já que as doses que foram enviadas à capital duram somente até sexta-feira (19).

De acordo com Greca, até agora foram vacinados 55.307 curitibanos e 2.237 pessoas receberam a segunda dose. O estoque atual é de cerca de 62 mil doses, o que garante a vacinação de idosos com 85 anos ou mais até sexta.

Na carta, enviada ao presidente nesta terça-feira (16), Greca pede ao Governo Federal um cronograma de envio das doses para que a capital possa assegurar o planejamento de vacinação.

CAPACIDADE DE CURITIBA PARA VACINAR 

No documento, o prefeito Rafael Greca explica que Curitiba tem capacidade para vacinar até 15 mil pessoas por dia, mas a velocidade de imunização dos curitibanos depende da organização e distribuição pelo Ministério da Saúde das doses do imunizante.

TROCA DE COMANDO

A escassez de vacinas não é preocupação exclusiva da capital paranaense. Em nota, a CNM (Confederação Nacional de Municípios) manifesta indignação com a condução da crise sanitária pelo Ministério da Saúde e solicita a troca de comando da pasta.

O texto diz que “a entidade tem acolhido relatos de prefeitas e prefeitos de várias partes de país, indicando a suspensão da vacinação dos grupos prioritários a partir desta semana, em consequência da interrupção da reposição das doses e da falta de previsão de novas remessas pelo Ministério”.

A nota diz ainda que “foram várias as tentativas de diálogo com a atual gestão do Ministério, entre pedidos de agenda e de informação” e que “a pasta tem reiteradamente ignorado os prefeitos do Brasil, com uma total inexistência de diálogo”.

O documento, assinado pelo presidente da CNM, Glademir Aroldi, diz ainda que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, “não acreditou na vacinação como saída para a crise e não realizou o planejamento necessário para a aquisição de vacinas. Todas as iniciativas adotadas até aqui foram realizadas apenas como reação à pressão política e social, sem qualquer cronograma de distribuição para Estados e Municípios”.

Por considerar que a vacinação é o único caminho para superar a crise sanitária e possibilitar a retomada do desenvolvimento econômico e social e por não acreditar que a atual gestão reúna as condições para conduzir este processo, o movimento municipalista entende necessária a troca de comando da pasta. Confira aqui o documento na íntegra!

FNP

A FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) também divulgou uma nota, nesta terça, sobre a falta de vacinas contra a Covid-19. No documento, a entidade exige resposta do Governo Federal para um cronograma de prazos e metas para a imunização e destaca que a “prioridade do país precisa ser, de forma inequívoca, a vacinação em massa”. Leia o documento na íntegra:

Nota sobre a falta de vacinas contra a COVID-19:

“Os sucessivos equívocos do governo federal na coordenação do enfrentamento à COVID-19, e também na condução do Plano Nacional de Imunizações, estão diretamente ligados à escassez e à falta de doses de vacinas em cidades de todo o país. Que o Brasil não soube lidar com a pandemia, não restam dúvidas, mas, prefeitas e prefeitos, que sempre solicitaram e incentivaram a organização nacional, agora exigem respostas.

É urgente que o país tenha um cronograma com prazos e metas estipulados para a vacinação de cada grupo: por faixa etária, doentes crônicos, categorias de profissionais etc. Disso depende, inclusive, a retomada da economia, a geração de emprego e renda da população.

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) solicitou, no dia 14 de janeiro, em reunião entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e mais de 130 governantes das médias e grandes cidades do país, encontros para o acompanhamento das imunizações no país. Na ocasião, ficou acordado que a cada 10 dias o ministro se reuniria com a comissão de prefeitos. Desde então, passados mais de 30 dias, nenhum agendamento foi feito.

Por isso, a FNP reitera que não é momento para discutir e avançar com a pauta de costumes ou regramento sobre aquisição de armas e munições. Isso é um desrespeito com a história dos mais de 239 mil mortos e uma grave desconsideração com a população. Prefeitas e prefeitos reafirmam que a prioridade do país precisa ser, de forma inequívoca, a vacinação em massa.”

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