Greca quer livrar Curitiba do “lockdown regional” avaliado pelo governo do Paraná

Vinicius Cordeiro

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O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), diz que pretende livrar a cidade do lockdown estudado pelo governo do Paraná. O secretário da Saúde, Beto Preto, falou na semana passada que a administração estadual avalia decretar o protocolo de segurança contra o coronavírus de acordo com as regionais. Conforme o último boletim da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), o Estado registra 6.897 casos e 237 mortes por coronavírus.

“A parceria com o governo do Estado é a melhor possível. Eu quero livrar Curitiba do lockdown. Para isso, preciso de responsabilidade social no distanciamento”, disse Greca em entrevista à RPC nesta segunda-feira (8).

Apesar do desejo do prefeito, Curitiba teve diversas aglomerações neste último final de semana, o Largo da Ordem, o centro gastronômico Mercado Sal e diversas casas noturnas funcionaram normalmente e foram palco do descumprimento das medidas recomendadas no combate ao coronavírus.

“O que aconteceu no Mercado Sal não condiz com a cidade inteligente que vivemos e nem com a reputação de pessoas inteligentes que o Brasil atribui a maioria dos curitibanos. Apelo para que não repitam isso. O vírus mata e é necessário um novo comportamento social. Preciso da urbanidade e educação sanitária das pessoas”, avaliou Greca.

A prefeitura de Curitiba informou que 11 estabelecimentos foram notificados, ou seja, receberam o primeiro aviso. Caso sejam flagrados novamente com práticas contra as ações recomendadas no combate ao coronavírus, eles podem ser interditados. Além disso, outras seis empresas foram notificadas por falta de alvará, além de um bar, no bairro Cristo Rei, que promovia aglomeração.

Desde o dia 17 de abril, a prefeitura de Curitiba já realizou 263 fiscalizações que resultaram em 26 interdições, 229 notificações sobre questões relacionadas à Covid-19 e 112 por notificações por irregularidades nos alvarás.

A prefeitura ainda ressalta que a população pode denunciar casos pelo 156 ou 153.

GOVERNO DO PARANÁ ESTUDA “LOCKDOWN REGIONAL”

O governo do Paraná divide o Estado em 22 regionais diferente e, por isso, avalia um “lockdown regional”. Além das temperaturas mais amenas, uma preocupação da administração estadual são os registros de ambientes de trabalhos contaminados. Em São José dos Pinhais, por exemplo, uma empresa foi interditada após ter 48 funcionários infectados com a Covid-19.

Curitiba faz parte da segunda, denominada “Metropolitana”. Até o momento, conforme o boletim da Sesa, as regionais de Cascavel, Paranavaí e Cianorte apresentam os piores índices de casos confirmados por 100 mil habitantes.

Já as regionais com maior número de mortes a cada 100 mil habitantes são Paranavaí, Londrina e Cornélio Procópio.

Por fim, vale lembrar que o lockdown é o protocolo máximo de segurança utilizado e, quando decretado, impõe a necessidade do fechamento de todas as atividades não essenciais. Geralmente, no caso do coronavírus, a estratégia é definida por 14 dias para interromper e diminuir a proliferação da doença.

Em abril, o governador Ratinho Junior (PSD) já declarou que tinha um plano para o lockdown no Paraná em abril e, no mês seguinte, reiterou as estratégias serão tomadas conforme a evolução da doença.

 

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