Política
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Greenfield retifica denúncia contra Geddel Vieira Lima e outros sete em esquema de R$ 5 milhões

A Força-Tarefa Greenfield retificou a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Geddel Vieira Lima, ex-mi..

Redação - 04 de março de 2020, 14:13

Brasília - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, anuncia medidas para reduzir os gastos públicos (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, anuncia medidas para reduzir os gastos públicos (José Cruz/Agência Brasil)

A Força-Tarefa Greenfield retificou a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Geddel Vieira Lima, ex-ministro no governo de Michel Temer, e outras sete pessoas, incluindo o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel. Conforme o MPF (Ministério Público Federal) em Brasília, eles são acusados  de 'rachadinha' que desviou R$ 5,2 milhões.

A denúncia inicial foi feita em 2018, pela então procuradora-geral Raquel Dodge. Ao fim do mandato de Lúcio Vieira Lima, o processo foi enviado à primeira instância e e distribuído à Força-Tarefa Greenfield, que já atuava nas operações Cui Bono e Sépsis. O ex-deputado, inclusive, é apontado de cometer o crime de peculato por 520 vezes.

O processo tramita em sigilo na 10ª Vara de Justiça Federal, mas a Força-Tarefa Greenfield já requisitou a retirada do segredo de Justiça. Além dos irmãos Vieira Lima, a mãe deles Marluce Vieira Lima também é uma das denunciadas pela PGR.

INVESTIGAÇÃO CONTRA GEDDEL VIERA LIMA

As investigações foram instauradas após a apreensão de R$ 51 milhões encontrados no apartamento de Geddel Vieira Lima em Salvador. Após apuração, o MPF descobriu que a fortuna tinha origem em crimes de corrupção e peculato. A partir disso, verificou-se que até 80% dos salários a secretários parlamentares ligados a Lúcio Vieira Lima eram repassados para a família Vieira Lima.

O esquema apontado deixa claro que os assessores atuaram para beneficiar os interesses da família. Eles faziam serviços de contabilidade, motorista e até cuidador, sendo que um dos funcionários, Job Ribeiro Brandão, estava desde 1989 com pagamentos financiados pelos cofres públicos. Contudo, ele não foi denunciado por ajudar na investigação e revelar aspectos do esquema ao MPF.

Todos os oito envolvidos respondem pelo crime de peculato. Confira a lista dos envolvidos:

  1. Geddel Quadros Vieira Lima

  2. Lúcio Quadros Vieira Lima

  3. Marluce Vieira Lima

  4. Afrísio se Souza Vieira Lima Filho

  5. Valério Sampaio Sousa Júnior

  6. Cláudia Ribeiro Santana

  7. Milene Pena Miranda Santana

  8. Paulo Cezar Batista de Melo e Silva