Greenfield pede reparação de R$ 825 mi por fraude em fundo de pensão da Petrobras

Redação

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A força-tarefa da Operação Greenfield entrou com um pedido para que o fundo de pensão da Petrobras (Petros) seja ressarcido em R$ 825 milhões. O procuradores protocolaram nesta segunda-feira (30) uma ação por improbidade administrativa contra 13 pessoas, além das empresas Providax Participações, V55 Empreendimentos e a massa falida do banco BVA, todos suspeitos de participação na fraude.

De acordo com a força-tarefa, o montante é o necessário para reparar os danos causados pela corrupção. Além da devolução do dinheiro desviado, o valor também engloba a reparação pelos danos morais causados ao fundo de pensão da Petrobras.

O pedido de abertura da ação por improbidade administrativa relata irregularidades que aconteceram entre 2011 e 2012. Quatro diretores da Petros articularam a fraude e autorizaram a compra de R$ 95 milhões em CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) da Providax Participações. O banco BVA era usado como agente de cobrança das operações fraudulentas e previamente combinadas.

As investigações da Greenfield apontam que operações financeiras eram realizadas à revelia das dificuldades financeiras vivenciadas pela Petros. Além disso, as CCBs eram compradas sem a realização de estudos técnicos e análises necessárias.

De acordo com a força-tarefa da Operação Greenfield, os envolvidos na fraude contra o fundo de pensão da Petrobras agiam em acordo extraoficial e ilegal com os administradores do Banco BVA e da Providax, a fim de obterem vantagens pessoais. Desta forma, eles agiram de forma irresponsável com os recursos do fundo.

O cálculo dos danos a serem reparados chega a R$ 825 milhões. Além disso, os procuradores pedem que os acusados sejam condenados à perda do cargo público e dos direitos políticos.

Segundo a força-tarefa da Operação Greenfield, a ação improbidade administrativa não interfere na ação a qual os 13 acusados já respondem criminalmente pela fraude ao funco de pensão da Petrobras. Os dois processos correm separadamente, mas no caso da ação civil, as empresas também serão responsabilizadas.

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