“Gripezinha”? Dória repudia declaração de Bolsonaro sobre coronavírus

Redação

Doria defende vacina e ataca ideologia e interesses eleitorais

João Dória criticou a declaração em que Jair Bolsonaro chamou o novo coronavírus de ‘gripezinha’. O governador ressaltou que a fala do presidente não ajuda na luta contra a doença que registra mais de 1000 casos no Brasil.

“Repúdio quem minimiza [o coronavírus] e acha que seja uma gripezinha. [Recebo a declaração] com decepção e tristeza. Gostaria de ter um presidente que liderasse o país e não relativizasse um caso tão grave”, disparou Dória.

Bolsonaro alegou que o COVID-19 ao ser questionado se iria fazer um novo teste para detectar a doença. Apesar de não publicar os testes, o presidente afirma que seus ambos deram resultado negativo para coronavírus.

“Depois de uma facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar, tá ok? Se o médico ou o Ministério da Saúde recomendar um novo exame, eu farei. Caso contrário me comportarei como qualquer um de vocês aqui presente”, afirmou Bolsonaro.

Além disso, Dória voltou a trocar críticas com Bolsonaro em relação às medidas adotadas no combate à doença. Enquanto o presidente critica as ações “extremas” dos governadores, Dória defende a postura dos políticos estaduais e municipais.

“Na ausência dessa liderança, os governadores e prefeitos estão cumprindo suas obrigações fazendo aquilo que Bolsonaro não consegue fazer”,

SÃO PAULO DETERMINA QUARTENTA

Em combate ao coronavírus, o João Dória anunciou neste sábado (21) que todo o estado de São Paulo entrará em quarentena por 15 dias.

A medida, anunciada um dia após o governo anunciar estado de calamidade pública, vale a partir da próxima terça-feira (24) até o dia 7 de abril.

“Não assimilei e não teremos colapso no estado de São Paulo. Não foi esse o contexto do ministro”

“Isso implica na determinação, isto é, obrigação do fechamento todo o comércio e serviços não essenciais. Essa medida poderá estendida ou suprimida se houver necessidade”, disse Dória.

Com a ação, os mercados, padarias e açougues serão mantidos, mas serviços de alimentos preparados devem ser suspensos e funcionar a partir de delivery. Ou seja, bares, restaurantes e lanchonetes devem fechar suas portas.

São Paulo já chega a 15 mortes por causa do COVID-19, enquanto são mais de 9 mil casos suspeitos.

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