Política
Compartilhar

Guerra: Rússia inicia ataques na Ucrânia após aval de Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, autorizou as primeiras ações militares das tropas no território da Ucrânia.

Redação - 24 de fevereiro de 2022, 01:36

(Reprodução)
(Reprodução)

Vladimir Putin, presidente da Rússia, autorizou a primeira operação militar das tropas na Ucrânia, dando início à guerra. O anúncio foi feito ao mesmo tempo que o Conselho de Segurança da ONU estava reunido para debater a crise com emergência.

Uma série de explosões, causadas por mísseis e outras armas, são registradas não somente nas regiões de Donetsk e Luhansk, que foram reconhecidas como independentes por Putin nesta semana. A cidade de Kiev, capital da Ucrânia, também é alvo da operação militar. Vale ressaltar que a Rússia é a segunda maior potência militar do mundo, apesar de superar os Estados Unidos no número de ogivas nucleares.

"Tomei a decisão de conduzir uma operação militar especial. Nossa análise concluiu que nosso confronto com essas forças [ucranianas] é inevitável (...) Algumas palavras para aqueles que seriam tentados a intervir: a Rússia responderá imediatamente e você terá consequências que nunca teve antes em sua história", disse Putin.

O presidente russo ainda afirmou que as circunstâncias demandaram uma ação da Rússia e que a operação militar é para "proteger as pessoas". Além disso, alegou que qualquer derramamento de sangue será consequência do "regime de Kiev". 

Segundo a Ucrânia, o país está cercado por cerca 190 mil soldados russos.

ENTENDA O MOTIVO DOS ATAQUES DA RÚSSIA NA UCRÂNIA

Vladimir Putin justifica a guerra alegando que a Ucrânia se aproximou demais da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma aliança militar criada após a Segunda Guerra Mundial para fazer frente à extinta União Soviética. 

Fazem parte do início da Otan países como Estados Unidos, França, Reino Unido e Canadá. No entanto, com o passar dos anos, a Otan passou a integrar outros países e hoje conta com 30 aliados. Apesar de ainda não ter sido integrada, a Ucrânia poderia entrar no grupo a qualquer momento e era considerada uma "parceira".

Em dezembro, Putin apresentou aos Estados Unidos e à Otan uma lista de exigências. Entre elas estava a garantia de que a Ucrânia nunca entraria na Otan, o que foi negado. 

Para Putin, a expansão da Otan até o país vizinho é uma ameaça à Rússia. Além disso, na visão dele, russos e ucranianos são só um povo devido à grande ligação. Para se ter noção, 93% da população do leste da Ucrânia fala russo. Já na parte oeste, apenas 5% seguem o idioma. 

No discurso em que reconheceu duas regiões ucranianas como independentes, o presidente russo negou o direito da Ucrânia de existir para o ministro ucraniano na ONU (Organização das Nações Unidas).  

Vale lembrar que a Ucrânia é um país que faz fronteira com a Rússia e que integrava a União Soviética.

PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS: RÚSSIA SERÁ CONDENADA

Em nota, o presidente Joe Biden, dos EUA, disse que está orando pela população da Ucrânia e que a Rússia vai pagar pelos ataques iniciados.

"As orações de todo o mundo estão com o povo da Ucrânia que sofre um ataque não provocado e injustificado das forças militares russas. O presidente Putin escolheu uma guerra premeditada que trará uma perda catastrófica de vidas e sofrimento humano", disse Biden.

"A Rússia sozinha é responsável pela morte e destruição que este ataque trará, e os Estados Unidos e seus aliados e parceiros responderão de forma unida e decisiva. O mundo responsabilizará a Rússia. Estarei monitorando a situação da Casa Branca esta noite e continuarei recebendo atualizações regulares da minha equipe de segurança nacional. Amanhã, me encontrarei com meus colegas do G7 pela manhã e depois falarei com o povo americano para anunciar outras consequências", completou o presidente norte-americano.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo ao presidente da Rússia. “Presidente Putin, em nome da humanidade, não permita que comece na Europa o que pode ser a pior guerra desde o começo do século”.