Política
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Gustavo Fruet lança livro, menciona "donos de Curitiba" e diz estar fechando ciclo

Ex-prefeito de Curitiba escreveu 'Travessia', onde conta a experiência como deputado federal e sucessos e insucessos entre 2013 e 2016.

Johan Gaissler - 19 de maio de 2022, 18:04

(Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados)
(Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Gustavo Fruet (PDT) lança na noite desta quinta-feira (19) o livro 'Travessia', no Museu Guido Viaro, em Curitiba. Fruet menciona o relacionamento com os "donos" da cidade enquanto prefeito da capital paranaense e disse em entrevista que a eleição deste ano fecha um ciclo dele na política paranaense, concorrendo a cargos no Legislativo.

No livro, o político conta a experiência de ser sub-relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquerito) dos Correios, entre 2003 e 2005, e dos sucessos e insucessos como prefeito de Curitiba, entre 2013 e 2016.

"Eu achei um dever compartilhar experiências, erros, acertos, e incentivar novas lideranças", conta Fruet.

Sobre a administração da cidade, Gustavo Fruet falou em entrevista que parte do trabalho foi inviabilizado por um déficit que Curitiba tinha. Além disso, mencionou um combate ao que ele chama de "donos" da cidade, grupo que monopolizaria o financiamento de campanhas eleitorais e a assinatura de contratos públicos.

Anos antes de se tornar prefeito e oposição a Beto Richa, Fruet foi do PSDB e foi apoiado por esse grupo em 2010, quando foi candidato ao Senado e não se elegeu.

Sobre o assunto, ele afirmou que essas questões políticas ficarão para uma segunda edição do livro 'Travessia'.

Gustavo Fruet falou sobre o que ele faria caso pudesse voltar no tempo de prefeito da capital paranaense: "Mudaria algumas decisões. Principalmente na formação de equipe. Não é fácil montar uma".

Mesmo assim, destacou um legado deixado pela gestão dele: "Muitos dos projetos que estão em andamento hoje, como o da Linha Verde, o novo eixo de transporte para o Capão Raso, foram projetos que nós apresentamos no PAC da mobilidade".

Fruet lembra no livro que o período de 2013 a 2016 acirrou a instabilidade política, desde as chamadas 'Jornadas de Junho de 2013' até as prisões de políticos na cidade em decorrência da Operação Lava Jato.

Ele foi candidato à reeleição, em 2016, mas ficou de fora do segundo turno, atrás de Rafael Greca e Ney Leprevost. Em 2018, foi eleito deputado federal com mais de 113 mil votos.

GUSTAVO FRUET DIZ QUE ELEIÇÕES DESTE ANO FECHAM UM CICLO

Gustavo Fruet afirmou que as eleições deste ano fecham um ciclo. De acordo com ele, será a última vez que ele disputará um cargo no Legislativo. Se eleito, focará no retorno à prefeitura de Curitiba, em 2024.

"É muito difícil se pensar em política sem um mandato. Fecho um ciclo importante no Paraná, e já penso, sim, na próxima eleição majoritária [para prefeito de Curitiba]", diz Fruet.

Nas eleição presidencial, ele apoiará o correligionário Ciro Gomes e criticou a polarização atual: "Eu vejo hoje, na postura Bolsonaro-Lula, o eleitor agindo mais na rejeição do que propriamente na defesa de um projeto".

Questionado sobre um possível segundo turno entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), Gustavo Fruet disse que há uma tendência de apoio à defesa da democracia, sem mencionar o nome do petista.