Haddad será novo candidato à presidência pelo PT

Andreza Rossini e Francielly Azevedo - CBN Curitiba


Atualizado às 18h00

O ex-ministro Fernando Haddad foi confirmado, na tarde desta terça-feira (11), como o novo candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) na corrida para a presidência da República. Manuela D’Avilla será a vice.

O anuncio foi oficializado pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde Lula está preso. “Lula fez um comunicado. Que o PT, mesmo sem ele deveria apresentar um candidato”, disse.

Acaba hoje o prazo do partido para apresentar novo nome. A data foi definida após a impugnação da candidatura do ex-presidente Lula, preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba.

“Lula foi consultado e está indicando o companheiro Fernando Haddad. Agora, a transferência de votos, acho que já está acontecendo, as pesquisas estão mostrando isso”, afirmou ao sair da reunião do partido, na capital, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Participam da reunião a ex-presidente Dilma, o ex-ministro e possível substituto de Lula, Fernando Haddad, a senadora e presidente do partido, Gleisi Hoffmann, o deputado federal e líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, o secretário geral do PT, Romênio Pereira, o governador e candidato à reeleição no Piauí, Wellington Dias, o candidato ao senado no Piauí, Marcelo Castro, o senador do Rio de Janeiro, Lindbergh Farias, o advogado eleitoral do partido, Luiz Fernando Casagrande Pereira e Jussara Dutra Vieira, que é membro da executiva nacional do PT.

Candidatura de Lula 

O TSE barrou a candidatura de Lula devido a condenação de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem, definida pelo Tribunal Regional Federal (TRF4). A decisão é do processo relacionado ao Triplex do Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato.

Os advogados de Lula recorrem ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja aceita a recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para que Lula tenha os direitos políticos mantidos.

A defesa também havia pedido a liberação da definição final da candidatura até o dia 17, que foi negado pela ministra Rosa Weber do STF.

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