Após visita a Lula, Haddad diz que Moro deveria ter sido afastado há anos

Vinicius Cordeiro

Fernando Haddad disse que Sergio Moro, ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, devia ter sido afastado após a divulgação dos áudios entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, em março de 2016.

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), derrotado por Jair Bolsonaro na última eleição presidencial, visitou o Lula na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, na tarde desta terça-feira (11).

“Desde a violação da Dilma, não havia condição de sustentar o Moro no processo. Aquilo já foi um fato suficientemente grave. Infelizmente aquilo não foi compreendido na sua gravidade e agora estamos vendo desdobramentos. O bom é que sempre há tempo para reparação”, avaliou.

Além disso, o petista destacou que Lula ganhou confiança após a publicação do Intercept Brasil, que revelou conversas do Telegram entre Moro e Deltan Dallagnol que, entre outras coisas, mostra que o ex-magistrado interferiu no andamento da Operação Lava Jato.

De acordo com Haddad, o PT ainda aguarda novas provas por parte do site para ajudar o ex-presidente a comprovar sua inocência, mas ressaltou que o material já revelado não foi desmentido. Só a partir de todo o conteúdo divulgado é que será feita uma peça jurídica mais embasada para se levar à Justiça.

“Vamos aguardar o apanhado de tudo que for divulgado. Ele [Lula] mantém a esperança de que a verdade irá prevalecer. Sabe que é um processo lento, mas [está] cada vez mais confiante que toda a verdade a seu respeito será revelada e que sua inocência será comprovada. Está convencido que começa a ser contada toda a história sobre esses episódios”, completou.

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