Inquérito da Lava Jato que apura envolvimento de Paulo Preto em esquema de corrupção deve ser encerrado no dia 20

Juliana Goss - BandNews FM Curitiba

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O inquérito que apura a participação do ex-diretor da Dersa, Paulo Preto, num esquema de corrupção envolvendo a Odebrecht e agentes públicos e políticos deve ser concluído no próximo dia 20. Por determinação da juíza substituta Gabriela Hardt, as apurações foram prorrogadas até a data, atendendo a um pedido da Polícia Federal já que o investigado ainda precisa ser interrogado e materiais apreendidos na fase mais recente da Lava Jato ainda precisam ser examinados. Paulo Preto já foi condenado em ações envolvendo obras do Rodoanel em São Paulo.

A última condenação chegou a 145 anos 8 meses de prisão por desvio de dinheiro público, associação criminosa e inclusão de informações falsas no sistema público. Para a força-tarefa da Lava Jato, Paulo Preto seria o operador financeiro do PSDB no esquema de corrupção e seria responsável por gerenciar contas de propinas na Suíça.

De acordo com as apurações, o operador teria mantido em depósitos pelo menos R$ 100 milhões em espécie. As investigações têm origem na delação premiada de outro operador, Adir Assad, que relatou detalhes das ações, como o fato de Paulo Preto deixar para secar ao sol o dinheiro mantido em dois quartos em São Paulo. Cartas cifradas com codinomes que podem fazer alusão ao ministro do STF Gilmar Mendes e ao ex-ministro do governo Temer, Aloysio Nunes, além de celulares foram apreendidos junto ao operador que podem contribuir com informações ao inquérito.

Para a força-tarefa, Nunes teria agido em favor de Paulo Preto junto ao ministro do STF para conseguir habeas corpus em outras ações que correm em São Paulo. Além disso, Aloysio Nunes pode ter sido favorecido com um cartão de crédito a partir de uma conta bancária em que eram depositados valores ilícitos.

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