Investigação sobre JMK vai apurar ‘responsabilidade de todos’, diz delegado

Estelita Hass Carazzai - BandNews FM Curitiba


Em meio à instalação da CPI da JMK na Assembleia Legislativa, a Polícia Civil do Paraná continua investigando a empresa que era responsável pela manutenção da frota oficial do governo do Paraná. A JMK foi alvo de uma operação da polícia e é suspeita de ter desviado cerca de R$ 125 milhões dos cofres estaduais.

Segundo o delegado Guilherme Dias, que atua na Divisão de Combate à Corrupção, a polícia irá apurar a conduta de toda e qualquer pessoa envolvida nos desvios, inclusive de pessoas de dentro do governo. Dias não quis adiantar, porém, por motivos de sigilo, se a investigação de fato já apura a conduta de servidores ou políticos do governo na contratação da JMK.

Segundo ele, a polícia apreendeu milhares de documentos, e está ouvindo neste momento o máximo de pessoas possível para entender como funcionava o esquema fraudulento dentro da empresa. A investigação, de acordo com o delegado, não tem data para acabar, e nem prazos para fazer seu primeiro relatório final. Os diretores e funcionários da JMK que haviam sido presos na Operação Peça-Chave foram soltos na semana passada. Com isso, não há prazo legal para que o inquérito seja finalizado. O delegado ainda afirma que os investigadores, quando convocados, irão sim depor à CPI da JMK, na Assembleia Legislativa.

A empresa, que tem contrato com o governo estadual desde 2015, é suspeita de ter adulterado orçamentos, utilizado peças de baixa qualidade e ter deixado de pagar as oficinas mecânicas que deveriam consertar os carros oficiais do Paraná. A investigação policial apontou um superfaturamento de até 2.450% nos serviços.

A JMK nega irregularidades e afirmou, em nota, que seu sistema de gestão das oficinas tem “grande transparência e economia, o que contraria muitos interesses que estavam estabelecidos antes da assinatura do contrato”.

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