Política
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Investigado na Lava Jato, herdeiro da OAS passa mal durante o interrogatório

O empresário Cesar Mata Pires Filho passou mal durante seu interrogatório na 13ª Vara Federal, em Curitiba, e precisou s..

Vinicius Cordeiro - 08 de julho de 2019, 18:02

PR - DEPOIMENTO LULA - LAVA JATO - Movimentacão na Justiça Federal em Curitiba (PR), na manhã desta quarta-feira (14). Hoje acontece o  interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo da Operação Lava Jato sobre o sítio de Atibaia (SP).  Esta será a primeira vez em que Lula deixará a Superintendência da Polícia Federal na capital do Paraná.
Foto: Geraldo Bubniak/AGB
PR - DEPOIMENTO LULA - LAVA JATO - Movimentacão na Justiça Federal em Curitiba (PR), na manhã desta quarta-feira (14). Hoje acontece o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo da Operação Lava Jato sobre o sítio de Atibaia (SP). Esta será a primeira vez em que Lula deixará a Superintendência da Polícia Federal na capital do Paraná. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

O empresário Cesar Mata Pires Filho passou mal durante seu interrogatório na 13ª Vara Federal, em Curitiba, e precisou ser levado ao hospital.

O réu da 56.ª fase da Operação Lava Jato fez o primeiro atendimento com o médico cardiologista da Justiça Federal do Paraná e depois seguiu para o Hospital Santa Cruz em uma ambulância. Ainda não se sabe o estado de saúde dele.

As oitivas dos acusados neste processo seguem até pelo menos a próxima quinta-feira (11). Além de Cesar Pires, também estavam previstos os depoimentos de David Arazi e Manuel Ribeiro Filho. No entanto, a audiência foi suspensa e só retornará em setembro.

EX-PRESO

Herdeiro da empreiteira OAS, ele é investigado por envolvimento no esquema da construção da Torre Pituba, uma sede da Petrobras na Bahia. Pires chegou a ser preso em novembro do ano passado, mas acabou pagando R$ 29 milhões de fiança.

A 56.ª fase da Operação Lava Jato foi batizada de "Sem Fundos" e analisa o pagamento de pelo menos R$ 68 milhões de propina da OAS e da Odebrecht ao Partido dos Trabalhadores, agentes públicos da Petrobras e gestores do Fundo Petros. A participação desses teria resultado nos contratos superfaturados da obra da Torre Pituba.

Segundo as investigações, o valor da torre subiu de R$ 320 milhões para R$ 1 bilhão e 300 milhões.

A ação penal tem 42 réus que respondem pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, desvios de recursos de instituição financeira e organização criminosas. Entre os réus estão o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque; o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht; o ex-dirigente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.