Investigado na 59ª fase da Lava Jato confessa repasse de vantagens indevidas

Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba

Um dos presos da 59ª fase da Lava Jato, o dono do Grupo Estre, Wilson Quintella, confessou em depoimento à força-tarefa da Lava Jato que fez pagamento de propina ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Ele teve a prisão preventiva decretada nesta segunda-feira pela juíza Gabriela Hardt, no entanto, se pagar fiança de seis milhões e 800 mil reais pode deixar a cadeia.

O executivo foi preso na operação batizada de Quinto Ano que investiga vantagens indevidas pagas à Transpetro pelo Grupo Estre. São alvos da apuração 36 contratos que totalizaram, entre 2008 e 2017, cerca de R$ 680 milhões. Também foram presos nesta fase da Lava Jato o advogado Mauro de Morais, que atuava como intermediador das operações e o ex-executivo do grupo, Antonio Kanji, suspeito de operacionalizar a lavagem do dinheiro. Os dois tiveram fiança estipulada em um milhão e meio de reais. A etapa tem como base a delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado.

De acordo com depoimento prestado por Wilson Quintella, o ex-executivo da Transpetro solicitou pagamentos a título de “contribuição”,” doação” ou “apoio político”. O investigado ainda afirmou que Machado solicitou que o apoio financeiro fosse de “um grupo seleto de pessoas de confiança em montantes de até 4%”. Quintella ainda admitiu que usou Kanji para viabilizar o pagamento de propinas. O ex-funcionário, no entanto, preferiu ficar calado diante das autoridades. Já o advogado Mauro de Morais afirmou que “os valores sacados eram divididos em partes iguais entre ele e Antonio Kanji”. Os três presos da 59ª fase da Lava Jato tiveram 20 milhões de reais bloqueados das contas bancárias por determinação da juíza Gabriela Hardt.


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