Política
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Se fosse meu filho, eu dava três tapinhas na bunda dele, resolvia e ele ficava quietinho diz Joice sobre Eduardo Bolsonaro

Recém-destituída do posto de líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) se tornou alvo preferen..

Thais Arbex - Folhapress - 25 de outubro de 2019, 11:47

A deputada Eleita Joice Hasselmann, fala com a imprensa. (Foto: Valter Capagnato - Agência Brasil)
A deputada Eleita Joice Hasselmann, fala com a imprensa. (Foto: Valter Capagnato - Agência Brasil)

Recém-destituída do posto de líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) se tornou alvo preferencial do clã Bolsonaro nas redes sociais.

À reportagem, a antiga aliada de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro afirmou que "o que eles estão fazendo é um jogo tão sujo que nem o Lula fez".

Ela atribui os ataques ao chamado "gabinete da raiva" do Palácio do Planalto, onde estaria a coordenação do bombardeio contra desafetos do governo federal.

"Nunca, na história, passei por qualquer situação de machismo. É a primeira vez e pelas mãos de quem deveria lutar contra isso. Minha sorte é que sou muito mais forte do que esses três meninos juntos", disse. "Eduardo [Bolsonaro (PSL-SP)] tem de comer muito feijão para ter 10% da minha força. Ele é um menino mimado. Se fosse meu filho, eu dava três tapinhas na bunda dele, resolvia e ele ficava quietinho."

A deputada diz que entrará com uma representação no Conselho de Ética da Câmara e acionar a Justiça comum contra o filho do presidente.

Para Joice, Bolsonaro "não corrobora com o que está acontecendo", mas ela diz que "o presidente não entendeu ainda o tamanho da Presidência da República" e que "continua agindo como aquele deputado do baixíssimo clero, do bloco do eu sozinho".

Pergunta - A avaliação é de que a semana de crise no PSL termina com o grupo ligado ao presidente Jair Bolsonaro vitorioso. Qual é a avaliação da sra. e quais os próximos passos?

Joice Hasselmann - Essa história de grupo ligado a Bolsonaro e grupo ligado a Bivar é uma narrativa canalha. É uma tentativa de mostrar para a opinião pública que há uma divisão por conta de Bolsonaro e de Bivar. Não é nada disso.

O que nós queremos é um partido forte e respeitado. O maior partido do país de direita, a bancada não pode ser tratada como se fosse uma bancadinha de moleques.

E é uma vitória de Pirro, né? Porque o Eduardo chegou à liderança depois de dez dias de uma briga intensa, em que os ministros se envolveram, em que o pai pessoalmente teve que fazer lobby. O presidente da República virou lobista do filho deputado para conseguir elegê-lo líder. Acho que é a maior humilhação a que um presidente da República já foi submetido. É surreal.

Não vejo onde possa ter vitória num grupo que consegue a liderança no tapetão, com os deputados menos respeitados politicamente e com ameaças e achaques, tirando cargos de um e oferecendo para outros. Cadê o para atacar pessoas. Todas as brigas que assumo, sou eu que faço. Tanto que, quando a minha equipe posta alguma coisa, está lá "equipe JH".