José Dirceu é transferido para Complexo Médico-Penal

Redação

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, passou a noite na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Na manhã deste sábado (18), foi transferido para o Complexo Médico-Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana.

Ele se entregou à PF por volta das 21h30 desta sexta (17), para cumprir pena pela segunda condenação dele na Operação Lava Jato. Antes de ser levado ao presídio, Dirceu passou por exame no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba. O advogado de defesa, Roberto Podval, declarou à reportagem que não vai comentar o assunto.

O CASO

A Justiça Federal mandou prendê-lo novamente após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negar um recurso da defesa do ex-ministro, que pedia a prescrição de pena na segunda condenação dele na Lava Jato. O colegiado manteve a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, de 8 anos, 10 meses e 28 dias. Em fevereiro deste ano, a defesa do ex-ministro já tinha tentado reduzir a pena imposta pela justiça, sem sucesso.

José Dirceu ficou preso no Paraná entre agosto de 2015 e maio de 2017. Em maio de 2018, depois de esgotados os recursos no TRF4 sobre sua primeira condenação, ele foi preso mais uma vez. Porém, no fim de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter ele solto. Desde então ele cumpria pena em liberdade.

O ex-ministro foi condenado pela Operação Lava Jato no caso de corrupção da Petrobras, acusado de envolvimento no pagamento de propina em contratos superfaturados da petroleira com a empresa Apolo Tubulars, entre 2009 e 2012.

TRF4 nega pedido de redução de pena de José Dirceu

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), foram repassado R$ 7.147.425,70 para Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, e parte a José Dirceu. Para disfarçar o caminho do dinheiro, Dirceu e o irmão teriam usado a empresa construtora Credencial para receber valor de cerca de R$ 700 mil, tendo o restante sido usado em despesas com o uso de aeronaves em mais de 100 vôos feitos pelo ex-ministro.

O irmão de Dirceu, segue preso. Ele e Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, além dos sócios da construtora Credencial, Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo, são réus na mesma ação penal e também tiveram os embargos declaratórios negados.

Previous ArticleNext Article