camara de tamarana
Compartilhar

Julio Reis assume Segurança com o desafio de acalmar os militares

Da BandNews FM CuritibaAo trocar o comando da Secretaria de Estado da Segurança Pública, o governo do estado deixa evide..

Roger Pereira - 05 de fevereiro de 2018, 22:16

Da BandNews FM Curitiba

Ao trocar o comando da Secretaria de Estado da Segurança Pública, o governo do estado deixa evidente a tentativa de acalmar os militares, que vinham manifestando uma série de insatisfações. O novo secretário da pasta, delegado Júlio Reis, assumiu o cargo na companhia de um coronel da PM, Orlando Arthur da Costa, que vai ocupar o cargo de diretor-geral da secretaria, no lugar de um agente civil.

Instituições que representam os militares do alto comando da PM no Paraná assinaram em janeiro uma carta conjunta em que reclamam e exigem providências a respeito da falta de investimentos e do remanejamento de recursos da corporação para outras unidades da Segurança Pública. O novo secretário, que assume o lugar de Wagner Mesquita, deixa o cargo de diretor-geral da Polícia Civil. O lugar dele será ocupado pelo delegado Naylor Gustavo Robert de Lima, que era o delegado-geral adjunto.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (5), em que esteve acompanhado apenas do coronel Orlando Arthur da Costa, o secretário Júlio Reis não quis comentar os desentendimentos do alto comando da PM com o antecessor. Mas disse diversas vezes que a presença de um militar na direção-geral vai facilitar o relacionamento com a corporação.

"Eu não gostaria de falar do passado, eu prefiro falar daqui para frente e também seria injusto da minha parte fazer avaliação. Entre o comando da Polícia Civil e Secretaria eu não identifiquei problema, claro posso falar. E eu acho que agora, até pedir para o coronel Arthur, de olharmos para frente, porque nosso compromisso com a sociedade é tão grande que eu acredito que não é momento de identificar o que ocorreu para trás e sim pensar na frente. Pois temos que ter serenidade na aplicação do orçamento para que se transforme em estrutura para as instituições de segurança", destacou.

Outra fragilidade da Secretaria da Segurança é a falta de investimentos na Polícia Científica. A repercussão negativa de um caso em que o Instituto Médico Legal levou 13 horas para recolher um corpo em uma rua de Curitiba em janeiro foi mais um dos desgastes sofridos pelo ex-secretário Wagner Mesquita. O novo chefe da pasta ainda não soube informar quando deve ser inaugurada a nova sede da Polícia Científica, que envolve a estrutura do IML.

Júlio Reis afirma que está na mesa do governador um pedido para abertura de concurso de escrivães e convocação de delegados. Segundo ele, há necessidade de repor o quadro no interior, especialmente com aposentadorias antecipadas pelo projeto de Reforma da Previdência.

"Nós voltamos a pleitear isso com o governador agora, recente, e ele deve definir isso muito rapidamente, é uma pauta importante porque temos algumas comarcas no interior que estão sem delegados e era um compromisso do governo. Agora todos sabem que tem uma reforma da Previdência se encaminhando e muitos colegas que já tem o tempo acabaram pedindo as aposentadorias, o que permitiu isso", explicou.

O novo secretário da Segurança está na Polícia Civil há cerca de 20 anos. Ele é pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas e em Direito Penal. Além de ter sido o delegado-geral da Polícia Civil desde 2014, comandou a Divisão Policial do Interior (DPI) e a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), além das Subdivisões Policiais de Cascavel e de Pato Branco.