Justiça bloqueia bens de Rossoni em ação por improbidade

Roger Pereira


O secretário chefe da Casa Civil do Paraná, deputado federal licenciado Valdir Rossoni (PSDB) teve R$ 2,3 milhões em bloqueados pela Justiça Estadual em decisão liminar da 4ª Vara de Fazenda Pública do Estado, em ação movida pelo Ministério Público que acusa o secretário de improbidades administrativa, por contratação de funcionários fantasmas para o gabinete de Rossoni na Assembleia Legislativa do Paraná, no período em que ele foi deputado estadual, até 2014.

Além de Rossoni, o bloqueio de bens se estende ao empresário Gustavo Berlinck de Toledo Marcondes Ribas e Altair Carlos Daru, que foi chefe de gabinete de Rossoni na assembleia e diretor-administrativo da Casa no período em que Rossoni a presidiu (entre 2011 e 2014).

Segundo a denúncia, Gustavo Marcondes Ribas, que foi funcionário do gabinete de Rossoni entre 2007 e 2010, repassou, por transferência direta, o dinheiro do salário que recebia para Altair Daru, então chefe de gabinete de Rossoni. Em sua defesa, Rossoni disse que sequer conhecia Gustavo Ribas. Ribas, em seu depoimento, admitiu nunca ter trabalhado na Assembleia.

O Ministério Público denuncia, ainda, a situação de um outro suposto funcionário fantasma do gabinete de Rossoni, Yuri Eduardo Rover, que teria recebido, apesar de admitir nunca ter trabalhado na Casa, salários da Assembleia entre julho de 2008 e março de 2009. Na decisão, o juiz afirma que os dois funcionários receberam quase R$ 800 mil, causando prejuízo aos cofres públicos.

A Casa Civil do governo do Paraná emitiu nota na noite desta terça-feira em que afirma que “as duas pessoas citadas no inquérito, não foram nomeadas por Rossoni, nunca trabalharam no seu gabinete e nunca fizeram parte de sua equipe”. O secretário afirmou, ainda que “os paranaenses sabem da faxina ética e moral que fiz na Assembleia Legislativa no período em presidi a Casa e que aquelas medidas desagradaram muitos”, e antecipou que irá recorrer da decisão para “comprovar, na Justiça, que as acusações são inverídicas”.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal