Lava Jato: ex-chefe de gabinete de Beto Richa é condenado a 10 anos de prisão por corrupção

Angelo Sfair

Deonilson Roldo - Beto Richa - Operação Piloto - Lava Jato - corrupção

O ex-chefe de gabinete de Beto Richa (PSDB), Deonilson Roldo, foi condenado nesta quarta-feira (22) a 10 anos e 5 meses de prisão por corrupção passiva e fraude à licitação. É a primeira sentença relacionada à Operação Piloto, desdobramento da Lava Jato que apura o pagamento de propinas pela Odebrecht ao núcleo do ex-governador do Paraná.

Nesta ação, também foi condenado o empresário Jorge Atherino. Apontado como operador financeiro do tucano, ele foi sentenciado por corrupção passiva a 4 anos, 9 meses e 15 dias de prisão. A JFPR (Justiça Federal do Paraná) também condenou ex-executivos da Odebrecht, que cumprirão a pena conforme estabelecem os acordos de delação premiada da empresa.

Conforme a sentença, Deonilson Roldo deve cumprir a pena em regime inicialmente fechado. No entanto, Jorge Atherino poderá cumprir a punição no regime semiaberto. Por falta de provas, ambos foram inocentados da acusação por lavagem de dinheiro. Eles ainda podem recorrer da decisão.

Apesar de ser apontado como figura central do esquema pela força-tarefa Lava Jato, Beto Richa não foi imputado nesta ação penal. O ex-governado do Paraná é réu em outro processo relacionado às investigações da Operação Piloto, cuja sentença ainda não foi determinada pela JFPR.

OPERAÇÃO PILOTO APURA CORRUPÇÃO NO GOVERNO BETO RICHA

A Operação Piloto, 53ª fase da Operação Lava Jato, foi desencadeada em 2018 para aprofundar as investigações relacionadas à duplicação da PR-323. Conforme a força-tarefa, foram apurados crimes de corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Operação Lava Jato, a empreiteira Odebrecht pagou propinas ao núcleo de Beto Richa em troca de benefícios ilegais relacionados à PPP (Pareceria Público Privada) para explorar a duplicação da PR-323.

O trecho em questão liga Francisco Alves a Maringá, entre as regiões noroeste e norte do Paraná. As obras foram licitadas em 2014 ao custo de R$ 7,2 bilhões.

Além do ex-chefe de gabinete de Beto Richa, Deonilson Roldo, e do operador financeiro Jorge Atherino, também foram alvos da ação nove ex-executivos ligados à Odebrecht: Adolpho Julio da Silva Mello Neto, Benedicto Barbosa da Silva Junior, Fernando Migliacchio da Silva, Luciano Riberiro Pizzatto, Luiz Antônio Bueno Junior, Luiz Eduardo Soares, Maria Lucia Tavares, Olívio Rodrigues Junior e Álvaro José Galliez Novis.

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