Justiça determinou desocupação imediata de professores no prédio administrativo da Alep

Redação


Na noite desta quarta-feira (18), a Justiça determinou a desocupação imediata de professores que ocupam o prédio administrativo da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), desde a tarde de ontem.

De acordo com o juiz substituto Fábio Machado, que concedeu a liminar, os grupo entrou no local desrespeitando as regras e de modo agressivo. Caso os professores não desocupem a Alep, a APP-Sindicato está sujeita à multa diária de R$ 30 mil.

O sindicato afirmou que irá recorrer de decisão que impôs reintegração de posse. Hermes Leão, presidente do sindicato, afirmou que os educadores vão permanecer no local até uma resposta sobre o desemprego de 28 mil professores.

Às 7h desta quinta-feira (19), cerca de 70 professores estavam no Plenarinho da Casa, local que passaram a noite.

GRUPO DE PROFESSORES OCUPAM ALEP CONTRA PSS

Os manifestantes pedem a revogação do edital de contratação PSS (Processo de Seleção Simplificada), que prevê a aplicação de prova presencial em meio à pandemia do coronavírus.

Além do risco sanitário, os servidores afirmam que o PSS pode custar até R$ 4 milhões aos cofres do Estado. A prova está prevista para o dia 13 de dezembro e estima-se que o PSS pode movimentar um total de 100 mil pessoas.

Diante da ocupação, o Governo do Paraná informou na tarde de ontem, em nota, que “após a invasão da APP-Sindicato à Assembleia Legislativa as negociações com a categoria estão encerradas”.

A Alep lamentou, em nota, a “ocupação de parte de suas instalações, ocorrida na tarde desta quarta-feira (18), por aproximadamente 50 pessoas”. O Legislativo informou que o tema não depende de manifestação do plenário da Assembleia Legislativa, sendo prerrogativa exclusiva do Executivo.

governo do Estado, também por meio de nota, disse que “não negocia com sindicato que não respeita as instituições democráticas”.

A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed), informou que “sempre esteve aberta ao diálogo com os representantes dos professores”. A pasta afirma que o processo de contratação PSS foi tema de uma Comissão Especial. Nove reuniões realizadas nos últimos três meses debateram a proposta até a abertura do edital, no dia 11 de novembro.

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