Política
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Justiça determina uso de força policial para retirar acampamento pró-Lula

O juiz Jailton Juan Carlos Tontini determinou a remoção do acampamento pró-Lula ao entorno da Polícia Federal, no bairro..

Andreza Rossini - 29 de maio de 2018, 13:56

Foto: Rodolfo Buhrer
Foto: Rodolfo Buhrer

O juiz Jailton Juan Carlos Tontini determinou a remoção do acampamento pró-Lula ao entorno da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, mesmo que seja necessário a utilização de força policial.

A decisão foi tomada após o juiz ser notificado que mesmo após a primeira decisão de retirada do acampamento  os militantes continuam no local.

Tontini também determinou multa de R$ 500 mil ao dia em caso de descumprimento da decisão, contando desde o último dia 19, data da primeira notificação judicial.

"Determino que se oficie à Exma. Governadora do Estado do Paraná, Sra. Maria Aparecida Borghetti, ao Exmo. Secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Sr. Julio Cezar dos Reis, e à Exma. Sra. Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel Audilene Rosa de Paula Dias Rocha, solicitando o auxílio de força policial para o imediato cumprimento da ordem liminar proferida pelo Poder Judiciário do Estado do Paraná, conforme, aliás, mencionado na própria decisão", diz o documento.

Em nota divulgada nesta tarde, os movimentos e partidos que integram a Vigília Lula Livre declararam que vão recorrer em segunda instância contra a decisão de despejo forçado e as multas. As entidades também afirmam que sempre respeitaram os acordos feitos com a Secretaria Estadual de Segurança Pública e chamou o prefeito Rafael Greca de irresponsável por tentar impedir a manifestação com o interdito proibitório.

" Em nome do cumprimento dos acordos, mediados pelo Ministério Público do Paraná, retiramos o som, cumprimos os horários estabelecidos de silêncio, fazemos a limpeza das ruas todos os dias, mantemos o diálogo permanente com a vizinhança, entregamos flores e cartas no bom diálogo com a comunidade e mantemos relação respeitosa com a Polícia Militar. Nosso direito à defesa contra a prisão política do presidente Lula é legítimo e será mantido", finaliza a nota.