Justiça Federal converte prisão temporária de ex-executivo da OAS em preventiva.

Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba

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A juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, converteu a prisão temporária do ex-executivo da OAS, César Pires Filho, em preventiva, que é por tempo indeterminado. A juíza ainda fixou fiança no valor de 28 milhões e 900 mil reais, o equivalente às vantagens indevidas distribuídas pela empreiteira nas obras da sede da Petrobras, em Salvador (Bahia).

Pires foi um dos alvos da 56ª fase da operação Lava Jato, deflagrada na semana passada. Caso pague a fiança, a juíza proibiu que ele exerça cargo ou função de gestão na OAS ou empresas vinculadas. Outra medida imposta foi a proibição de ter contato com os demais investigados. Além disso, o ex-executivo está proibido de deixar o país e deve entregar o passaporte no prazo de 48 horas.

Na decisão, Gabriela Hardt afirmou que há provas de que César Pires Filho tinha conhecimento dos pagamentos ilícitos e esclareceu que há indícios apresentados por colaboradores de que ele teve participação direta na negociação de contratos fictícios para permitir que fossem feitos depósitos indevidos sobre as obras. Nesta etapa batizada de Sem Fundos, é investigado o pagamento de propina por parte da OAS e da Odebrecht ao Partido dos Trabalhadores, a agentes públicos da Petrobras e gestores do Fundo Petros para a obtenção de contratos superfaturados das obras da Torre Pituba, sede da Petrobras em Salvador, na Bahia.

Segundo as apurações, pelo menos R$ 68 milhões teriam sido movimentados em propinas neste esquema. O valor das obras da Torre Pituba teria saltado de R$ 320 milhões para R$ 1 bilhão e 300 milhões de reais.

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