Política
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Justiça nega pedido de Greca para impedir que Prefeitura investigue sumiço de obras de arte

O ex-prefeito Rafael Greca (PMN) recorreu à Justiça na tentativa de impedir que o Município investigue o desaparecimento..

Redação - 28 de setembro de 2016, 10:57

O ex-prefeito Rafael Greca (PMN) recorreu à Justiça na tentativa de impedir que o Município investigue o desaparecimento de obras de arte do acervo da Prefeitura na época em que era prefeito.

O candidato do PMN teve seu pedido negado pelo juiz Fernando Andreoni Vasconcelos, que confirmou a existência de evidências de que as obras desaparecidas estariam na chácara de Greca. “Verifico a presença de justa causa quanto a possibilidade da existência de objetos que, seriam do acervo da Casa Klemtz e que, estariam na posse do autor”.

O magistrado destacou ainda que a Sindicância aberta pela Prefeitura para apurar o caso atende ao interesse público. “Diante da prevalência do interesse público sobre o privado, e ante o eventual dano ao erário, mostra-se juridicamente possível a sindicância para a apuração”.

“Nesses termos, a princípio, não se verifica abusividade ou ilegalidade na instauração da sindicância administrativa, tendo em vista que tal procedimento visa - pelo que se infere dos autos - a averiguação dos fatos descritos em relatório da Coordenadora de Acervos da Fundação Cultural de Curitiba, sobre objetos não encontrados no acervo da Casa Klemtz”, conclui o magistrado.

O caso

Segundo denúncia publicada no jornal Folha de S.Paulo, do último dia 19 de setembro, as obras desaparecidas do acervo da Casa Klemtz – adquirido quando Greca era prefeito - podem estar em sua chácara em Piraquara.

As obras em questão são um lavatório do século 19, uma cristaleira “étagére” e um lavatório de quarto com tampo de mármore e espelho bisotado, todas com valor histórico-cultural inestimável.

A Sindicância já tem um relatório com histórico, descrição e fotos das obras. A FCC anexou ainda um laudo técnico formulado por uma especialista em conservação e restauração de monumentos arquitetônicos. O laudo comparou imagens e documentos do acervo da FCC com fotos publicadas pelo ex-prefeito em suas redes sociais.

De acordo com o laudo, a comparação entre as imagens do acervo com as publicadas em rede social e na edição nº 261 da Revista Caras, edição Paraná, de 1998, mostra que as obras possuem semelhanças e detalhes muito similares.

Concluiu o laudo sobre o lavatório do século 19: “Analisando as imagens e fazendo um comparativo