Justiça nega pedido de liberdade de empresário apontado como operador financeiro de Richa

Francielly Azevedo


O juiz Mauro Bley Pereira, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), negou, nesta sexta-feira (22), o pedido de liberdade do empresário Jorge Atherino, preso na Operação Quadro Negro, que investiga um esquema de desvio de verba para construção e reforma de escolas. Atherino é apontado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) como operador financeiro do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), que também foi detido na mesma operação.

Ambos tiveram a prisão preventiva decretada e foram detidos na última terça-feira (19). O pedido da defesa de Atherino foi protocolado na última quinta-feira (21). Os advogados alegam que o empresário não oferece risco ou prejuízo as investigações, além de que os fatos apontados são antigos e “sem qualquer indício de continuidade”.

Conforme o MP-PR, o esquema criminoso desviou mais de R$ 20 milhões que seriam destinados a melhorias em escolas públicas do Paraná.

Segundo o magistrado, a decretação da prisão preventiva está devidamente fundamentada e atende às peculiaridades do caso, não cabendo, por ora, sua modificação. Pereira também argumentou que negativa do pedido acontece porque “diante da gravidade delituosa apontada aos autos” a aplicação de medidas cautelares se mostra ineficaz.

Na quinta-feira (21), o mesmo juiz negou uma liminar que pedia a liberdade de Beto Richa. A defesa do ex-governador disse que “repele as alegações infundadas sobre a prisão baseada em falsas acusações e se manifestará nos autos”.

O advogado de Atherino informou que também vai se manifestar nos autos.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.