Lava Jato: Justiça condena ex-gerente da Petrobras por fraude em construção de sede

Angelo Sfair

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O juiz federal Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou o ex-gerente da Petrobras Celso Araripe a 15 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi acusado pela força-tarefa Lava Jato em meio a um esquema que fraudou aditivos no contrato para a construção da sede da estatal em Vitória, no Espírito Santo.

A Justiça Federal do Paraná também condenou o ex-executivo da Odebrecht Paulo Sérgio Boghossian. No entanto, como ele assinou um acordo de delação premiada, não irá cumprir a pena de 9 anos de cadeia em regime fechado.

O terceiro condenado foi o empresário Eduardo de Oliveira Freitas Filho. Apontado como operador de propinas, ele foi acusado pela força-tarefa Lava Jato de usar a empresa Sul Brasil para intermediar R$ 3,5 milhões em propinas, entre 2010 e 2013. Bonat fixou a pena do empresário em 9 anos de prisão.

A ação penal tramitava na 13ª Vara Federal de Curitiba há quase cinco anos, desde julho de 2015.

De acordo com a denúncia, o ex-gerente da Petrobras Celso Araripe, então responsável pela obra de construção da sede administrativa de estatal em Vitória (ES), atuou para favorecer o Consórcio OCCH no processo de licitação, aberto em janeiro de 2007.

O consórcio era formado pelas construtoras Odebrecht, Camargo Correa e Hochtief do Brasil. Para direcionar o contrato em favor do cartel, Araripe teria acertado com Paulo Sérgio Boghossian, da Odebrecht, líder do Consórcio OCCH, propinas de pelo menos R$ 3 milhões.

Conforme a força-tarefa Lava Jato, o pagamento se deu por meio de um contrato fictício de prestação de serviços entre a Odebrecht e a Sul Brasil, que pertencia a Eduardo de Oliveira Freitas Filho.

Foram identificados ao menos 8 repasses à empresa, entre 2010 e 2013. O dinheiro teria sido repassado posteriormente ao ex-gerente da Petrobras.

Celso Araripe negou as acusações. Os réus condenados ainda podem recorrer da sentença.

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