Lava Jato: Empresário é denunciado por fraude em contrato de R$ 265 milhões com a Petrobras

Jorge de Sousa

Lava Jato: Empresário é denunciado por fraude em contrato de R$ 265 milhões na Petrobras

A 13ª Vara da Justiça Federal aceitou nesta quinta-feira (23) denúncia da força-tarefa Lava Jato no Paraná contra o empresário Humberto do Amaral Carrilho por corrupção e lavagem de dinheiro.

Carrilho é proprietário da Dislub Equador e segundo as investigações pagou R$ 1.773,765,00 em propinas ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, além de fraudar um contrato de R$ 265.509.408,00 com a estatal.

Em sua decisão, o juiz federal Luiz Antonio Bonat apontou que a denúncia da força-tarefa Lava Jato demonstra que Paulo Roberto Costa usou seu cargo na Petrobras para beneficiar as empresas de Carrilho, inclusive firmando contratos sem licitação.

Um desses contratos modificou o valor inicial de R$ 197,7 milhões para R$ 265,5 milhões.

Os procuradores identificaram que Costa e Carrilho usavam contratos ideologicamente falsos entre as empresas dos acusados, utilizando 25 transferências bancárias com valores reduzidos.

Os crimes apontados na denúncia da força-tarefa Lava Jato foram cometidos entre 2007 e 2012. Uma das obras de responsabilidade da Equador Log era o terminal fluvial de Itacoatiara (AM), que teve sua inauguração atrasada em um ano e começou a operar apenas em março de 2013.

Depois da construção desse terminal, a Petrobras estabeleceu mais três contratos de consultoria com as empresas de Carrilho, mas esse serviço nunca foi prestado pelo empresário.

Em sua denúncia, os procurados solicitaram multa com o pagamento mínimo de R$ 3,090 milhões por Carrilho, valor referente ao total da propina acordada, que não chegou a ser pago de forma integral após a prisão de Paulo Roberto Costa.

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