Lava Jato: Ex-executivos da Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás são condenados por fraudes na Petrobras

Redação

Conforme o MPF, as penas pelos crimes, juntas, somam mais de 70 anos de prisão em regime fechado. 
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Os ex-executivos das da empreiteira Queiroz Galvão e da Iesa Óleo e Gás, foram denunciado pela Lava Jato e condenados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, cartel, fraude à licitação e organização criminosa. A sentença foi expedida nesta quinta-feira (17), pela A 13ª Vara Federal  do MPF (Ministério Público Federal), em Curitiba.

Pela Queiroz Galvão foram condenados os ex-executivos , Petrônio Braz Júnior, Othon Zanóide de Moraes Filho e André Gustavo de Farias Pereira. Valdir Lima Carreiro e Otto Garrido Sparenberg, também condenados, eram executivos da Iesa Óleo e Gás.

Conforme o MPF, as penas pelos crimes, juntas, somam mais de 70 anos de prisão em regime fechado.

Na investigação, ficou provado que, entre 2006 e 2013, a Queiroz Galvão e a Iesa integraram um cartel composto por 16 grandes empresas do ramo de engenharia civil do país que tinha por finalidade fraudar as concorrências da Petrobras e dominar o mercado de montagem industrial da companhia mediante o pagamento de propina. Conforme o MPF, esta foi a primeira denúncia de cartel na operação Lava Jato.

Na decisão, o juiz federal Luiz Antonio Bonat destacou “A complexidade e quantidade dos crimes, bem como a extensão temporal são circunstâncias que provam a existência de um programa delitivo para a prática de crimes indeterminados contra a Petrobrás, com a finalidade de concretizar as decisões do cartel e de locupletamento criminoso de todos os envolvidos.”

ACUSAÇÃO DOS EX-EXECUTIVOS NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO LAVA JATO

Os ex-executivos foram acusados de oferecer e pagar vantagens indevidas a Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento, a Renato Duque, ex-diretor de Serviços e a Pedro Barusco, ex-gerente Executivo da Petrobras no montante de 2% sobre todos os contratos firmados entre as empresas e a estatal, o que equivaleria a cerca de R$ 105.039.626,16 e US$ 12.450.101,51, no caso da Queiroz Galvão, e de cerca de R$ 47.614.386,81 e US$ 2.366.347,21, no caso da Iesa. Em contrapartida, os agentes públicos atuaram para fraudar licitações e favorecer as empreiteiras na obtenção de contratos de obras na Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Parte dos valores oferecidos foi rastreada e, conforme apontou a investigação, seu pagamento foi dissimulado como doações oficiais ao Partido Progressista e seus agentes e por meio de contratos fraudulentos para empresas de fachada com simulação de remuneração por serviços que nunca foram prestados.

PENAS

Pelos crimes, Petrônio Braz Júnior, ex presidente da Queiroz Galvão, foi condenado a 10 anos e nove meses de prisão; Othon Zanóide de Moraes Filho, ex-diretor da Queiroz Galvão, a 23 anos e três meses; André Gustavo de Farias Pereira, ex-diretor da Queiroz Galvão, a 10 anos e nove meses; Valdir Lima Carreiro, ex-presidente da Iesa, a 17 anos e dois meses de prisão e Otto Garrido Sparenberg, ex-diretor da Iesa, a 10 anos e nove meses de prisão.

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