Lava Jato: 11 executivos ligados ao ‘Clube das Empreiteiras’ viram réus por formação de cartel

Angelo Sfair

petrobras

A Justiça Federal aceitou uma nova denúncia da força-tarefa Lava Jato no Paraná e levará 11 executivos de empreiteiras ao banco dos réus. Os ex-funcionários da OAS, Mendes Júnior, Engevix, Alusa e Galvão Engenharia responderão por formação de cartel.

De acordo com o MPF-PR (Ministério Público Federal no Paraná), eles se valeram do abuso do poder econômico para fraudar e direcionar editais de licitação da Petrobras. Conforme a força-tarefa, o chamado “Clube das Empreiteiras” atuou entre 1998 e 2014 — ano em que foi desencadeada a Operação Lava Jato.

O cartel agia em todo o Brasil, mas a ação foca em obras realizadas em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Betim (MG), Araucária (PR) e Suape (PE). Somados, os danos causados aos cofres públicos superam a marca de R$ 19 bilhões, de acordo com o MPF.

LAVA JATO: CLUBE DAS EMPREITEIRAS

Conforme a Operação Lava Jato apurou, o chamado “Clube das Empreiteiras” era formado por 16 empresas: Odebrecht, UTC, OAS, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Mendes Junior, Andrade Gutierez, Galvão Engenharia, Iesa, Engevix, Toyo Setal, Techint, Promon, MPE, Skanska e GDK S.A.

Além disso, o cartel contava com o apoio de outras seis empreiteiras, que também participaram de fraudes: Alusa, Fidens, Jaraguá Equipamentos, Tomé Engenharia, Construcap e Carioca Engenharia.

“O crime de cartel é muito difícil de comprovar, mas o ajuste entre as empreiteiras é observado em um conteúdo probatório diverso. Entre os documentos apreendidos, está um‘regulamento do campeonato esportivo’, que regulava a conduta das empresas do cartel”, resumiu o procurador-chefe da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, por meio da assessoria de imprensa do MPF no Paraná.

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