Lava Jato recua e desiste do fundo de R$ 2,5 bilhões anticorrupção

Vinicius Cordeiro e Francielly Azevedo - CBN Curitiba


A força-tarefa da Operação Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) solicitou a suspensão da criação de um fundo privado para gerir os R$ 2,5 bilhões pagos como multa pela Petrobras. O acordo feito anteriormente havia sido feito com a estatal e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para que o valor tivesse sido depositado à uma conta vinculada à 13ª Vara Federal de Curitiba. A decisão foi divulgada pelo MPF nesta terça-feira (12).

Na nota emitida, o MPF disse que “diante do debate social existente sobre o destino dos recursos, a força-tarefa está em diálogo com outros órgãos na busca de soluções ou alternativas que eventualmente se mostrem mais favoráveis para assegurar que os valores sejam usufruídos pela sociedade brasileira”. O argumento foi usado como defesa da medida, que causou polêmica. Políticos, advogados, juízes e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestaram contra o fundo.

A petrolífera brasileira é ré nos Estados Unidos por ter negociado suas ações na bolsa de Nova Iorque durante o esquema de corrupção. Entretanto, a Justiça americana autorizou que a Petrobras pagasse 80% da multa no Brasil em negociação conduzida pelos procuradores da Lava Jato.

O acordo foi homologado pela juíza Gabriela Hardt, que substitui o ex-juiz Sérgio Moro, temporariamente, na 13ª Vara Federal de Curitiba. Agora, a suspensão da criação do fundo precisa ser aceita pelo atual titular da 13ª Vara, que o juiz Luiz Antonio Bonat.

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