Lava Jato mira familiares e pessoas ligadas a Paulo Preto

Redação

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A Polícia Federal e o MPF (Ministério Público Federal) cumprem, nesta terça-feira (29), 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Taubaté, Ubatuba, Taboão da Serra e Itapetininga, em mais uma etapa da Operação Lava Jato, denominada “Pasalimani”. São alvos familiares e pessoas ligadas ao ex-diretor da empresa estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), Paulo Vieira Souza, conhecido como Paulo Preto, além de prestadores de serviço. São investigados os crimes de lavagem de dinheiro.

As investigações indicam a possível participação dessas pessoas na gestão de empresas usadas para a prática de atos de lavagem, bem como em ocultação de documentos.

“A operação deflagrada na presente data decorre do aprofundamento das investigações quanto a atos de lavagem dos recursos ilícitos obtidos a partir dos delitos antecedentes já imputados a Paulo Vieira de Souza, em especial peculato e corrupção. O foco das investigações na presente fase são atos de lavagem cometidos dentro do território nacional, com o auxílio de terceiros ligados a ele e por intermédio sobretudo do uso de pessoas jurídicas”, diz o MPF.

A reportagem procura pela defesa de Paulo Vieira Souza.

CONDENAÇÕES

Paulo Vieira de Souza já foi condenado pela Justiça Federal em São Paulo a mais de 145 anos de prisão por ter comandado esquema de desvio de verbas públicas. E a mais de 27 anos de prisão por ter atuado na formação de cartel constituído por construtoras para obras da Dersa no Rodoanel Sul e no Sistema Viário.

Ele responde também a processo, na Justiça Federal de São Paulo, por crimes de corrupção e lavagem internacional.

PAULO PRETO NO CMP

Apontado como operador de propinas do núcleo paulista do PSDB, o ex-diretor da Dersa foi beneficiado no último dia 2 de outubro por um habeas corpus que contestava a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba. Paulo Preto foi acusado pela força-tarefa Lava Jato de lavar mais de R$ 100 milhões em favor das Odebrecht e UTC Engenharia.

O engenheiro está preso desde fevereiro desde ano no CMP (Complexo Médico-Penal), em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O local ficou nacionalmente conhecido como “Presídio da Lava Jato” por ser o local de custódia de figuras centrais da operação, como José Dirceu, Eduardo Cunha, João Vaccari Neto e Gim Argello.

 

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