Lava Jato ofereceu 29 denúncias criminais e bateu recorde em 2019

Angelo Sfair

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Em balanço divulgado pelo MPF (Ministério Público Federal), nesta quinta-feira (19), a força-tarefa Lava Jato em Curitiba diz ter superado o recorde de denúncias entregues à Justiça Federal do Paraná: foram 29 acusações em 2019. Em mais de cinco anos de operação, conforme a contagem dos procuradores, nunca houve número maior.

Até então, o ano de 2016 era o que registrava o maior número de denúncias à Justiça Federal: 21 acusações. Foram 20 peças acusatórias em 2014, 17 em 2015 e 14 nos últimos dois anos (2017 e 2018).

Neste ano, a Lava Jato teve 12 novos desdobramentos e chegou à fase de número 70. As ações de 2019 superam o número de novas fases registrado em 2017 e 2018. Mas ficam atrás das operação registradas em 2016 (16) e 2015 (14).

“Buscaremos resultados semelhantes em 2020”, destacou o procurador da República Júlio Noronha, por meio de nota divulgada pelo MPF no Paraná.

Em cinco anos de Lava Jato, a força-tarefa em Curitiba já denunciou 497 pessoas diferentes. Ao longo deste período, foram 115 acusações, que resultaram em 49 sentenças. As penas determinadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba totalizam 2.208 anos, 4 meses e 5 dias de prisão.

Além disso, 44 processos e desdobramentos continuam a tramitar na Justiça Federal do Paraná. Sete ações estão suspensas ou sobrestadas. E várias denúncias feitas em Curitiba foram declinadas para outros estados.

DENÚNCIAS DA LAVA JATO EM 2019

De acordo com o MPF, as 29 denúncias da força-tarefa em Curitiba envolveram 151 pessoas. Entre eles estão 51 nomes já conhecidos da Justiça. Portanto, 100 pessoas foram denunciadas na Lava Jato pela primeira vez.

Em 2019, o MPF destacou as acusações contra o ex-senador e ex-presidente do MDB Romero Jucá, o ex-senador e ex-ministro Edison Lobão (MDB), o ex-presidente da Câmara Marco Maia (PT) e o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB).

Também foram acusados nomes como o do ex-diretor da Dersa Paulo Viera de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador de propinas do PSDB de São Paulo. Além disso, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado também foi implicado em várias denúncias criminais.

“Vamos encarar os desafios e seguir com os trabalhos da operação”, afirmou o procurador-chefe da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, por meio de nota divulgada pelo MPF no Paraná.

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