Lava Jato pede aumento da pena de Lula no caso do sítio de Atibaia

Vinicius Cordeiro

A força-tarefa da Operação Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que a pena dada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do sítio de Atibaia, seja aumentada.

Em fevereiro, Lula foi condenado, pela segunda vez, a 12 anos e 11 meses de prisão pela juíza substituta Gabriela Hardt, 13ª Vara Federal do Paraná. Hardt teve a missão de ocupar o cargo que era de Sergio Moro, nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública.

O petista foi apontado como recebedor de vantagens. A acusação é que a empreiteira OAS investiu cerca de R$ 170 mil no sítio em reformas e obras, além de ter sido favorecido pela Odebrecht, com R$ 700 mil, e o Grupo Schachin, por R$ 150 mil, no imóvel localizado no interior do estado de São Paulo.

O petista foi sentenciado por três crimes de corrupção e dois de lavagem de dinheiro. Agora, os procuradores da Lava Jato querem que o ex-presidente seja culpado por oito crimes de corrupção e 45 de lavagem de dinheiro. Os integrantes da força-tarefa não fizeram a conta de quantos anos a mais na pena de Lula esse aumento de crimes resultaria.

A apelação foi apresentada hoje e deve ser apreciada em breve, quando o processo for remetido ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Atualmente, ele está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

PRIMEIRA CONDENAÇÃO

Moro condenou o ex-presidente por 9 anos e meio, em primeira instância, no processo referente ao triplex do Guarujá, também em São Paulo. A defesa de Lula recorreu da decisão, mas o TRF4, em segunda instância, aumentou a pena para 12 anos e um mês.

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