Lava Jato: Ex-funcionário da Petrobras é denunciado por corrupção na estatal

Redação

Lava Jato: Empresário é denunciado por fraude em contrato de R$ 265 milhões na Petrobras

O MPF (Ministério Público Federal) denunciou nesta segunda-feira (28) ex-funcionário da área de logística da Petrobras, Ademir de Jesus Magalhães, por corrupção passiva, no âmbito da operação Lava Jato.

Magalhães teria recebido R$ 1.455.160,00 de Mariano Marcondes Ferraz, empresário e representante do grupo espanhol Decal no Brasil. Ferraz também foi denunciado pelo MPF, mas pelo crime de corrupção ativa.

A propina foi paga para garantir contratos entre a Decal e a Petrobras em valores superiores a R$ 422.989.381,00 para prestação de serviços de armazenagem e acostagem de navios de granéis líquido no Porto de Suape, em Recife.

Ferraz fez depósitos mensais entre R$ 20 mil e R$ 50 mil, entre outubro de 2006 e janeiro de 2015, para o ex-funcionário da Petrobras.

Nesse período, Magalhães trabalhava dentro da Petrobras para a celebração de contratos entre a estatal e a Decal. Ao todo foram assinados dois vínculos, tendo um deles recebido dois aditivos.

Os depósitos feitos por Ferraz eram feitos de contas de familiares do empresário e também por meio de cheques e pela empresa Firma Consultoria.

Mas a investigação da Lava Jato apontou que em algumas oportunidades, Magalhães recebeu dinheiro em espécie no escritório de Ferraz no Rio de Janeiro e em outros encontros com o empresário na capital fluminense.

Pelos delitos, o MPF requer perdimento do produto e proveito dos crimes no montante de R$ 1.455.160,00, valor que corresponde ao total pago em propina para Magalhães.

Também foi requerido pelos procuradores que sejam reparados os danos à Petrobras em valor igual a R$ 2.910.320,00, correspondente ao dobro da propina paga pelos contratos da Decal com a estatal.

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